O escritor de Vieira do Minho foi o vencedor do prémio da Associação Portuguesa de Escritores.

A Associação Portuguesa de Escritores (APE) anunciou esta sexta-feira a atribuição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco a Francisco Duarte Mangas. A obra assinalada do autor foi “Pavese no café Ceuta”, editado em 2019 pela Teodolito.

O painel de jurados do prémio foi composto pelas professoras e investigadoras Isabel Cristina Mateus e Maria de Lurdes Sampaio e pelo escritor Liberto Cruz. Segundo o comunicado da APE, o júri decidiu atribuir o galardão a Francisco Duarte Mangas “por considerar o modo engenhoso como convoca para narrativas breves um conjunto de autores, de vozes, de textos da literatura universal, tornando-as presenças reais e vivas num cenário do quotidiano urbano”.

“O escritor italiano Cesar Pavese procura o antigo editor de Eugénio no café errado. Gabriela, personagem de Jorge Amado, também chega ao Porto para descobrir alguns dos homens que dormiram com Gisberta, ‘antes de ser fétida melancolia, brinquedo de moleque’”, lê-se na sinopse do conto.

O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco foi instituído em 1991 e tem um valor monetário de 7.500 euros. A distinção é atribuída, em conjunto, pela APE e pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Francisco Duarte Mangas é natural de Rossas, no concelho de Vieira do Minho. Nascido em 1960, é jornalista, poeta e ficcionista, com obra publicada desde a década de 1980. Entre outros prémios, já recebeu o Prémio Eixo Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa, o Prémio Carlos de Oliveira e o Grande Prémio de Literatura ITF.