Acordos estabelecidos com a Movijovem e as várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local permitem um acréscimo de 16% de camas em todo o país.

Devido às restrições da DGS, as residências universitárias perderam 15% dos lugares. Contudo, o novo acordo permitiu que houvesse um acréscimo de 4500 camas em todo o país. Assim, perfaz um total de “mais de 18 mil camas”, “em condições de conforto, qualidade e segurança”.

Ficam ainda estabelecidos valores de mensalidades indexados aos complementos de alojamento para bolseiros deslocados. Há um limite de preços mensal para estudantes bolseiros, sendo, na UMinho, de 241 euros.

“Os valores resultam das manifestações de interesse dos associados das várias estruturas representativas de alojamentos locais e unidades hoteleiras. Agora terão de ser confirmados e concretizados individualmente após os contactos pelos próprios estudantes”, explica o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em comunicado.

Na Universidade do Minho, chegaram a ser reduzidas um total de 100 camas, nas duas cidades. Ainda assim, os estudantes vão dispor de 1283 camas – menos dez que o ano anterior – com preços controlados.

Os acordos são assinados entre esta segunda-feira, 21 de setembro, e esta terça-feira, em cerimónias públicas no Porto, Vila Real e em Lisboa. As cerimónias incluem também a assinatura de protocolos de colaboração com cada uma das instituições que se disponibilizaram para o efeito.

O Governo destaca o reforço da “capacidade instalada de alojamento público para estudantes”, sublinhando que tal decorre de “uma cooperação estratégica com o setor do Turismo, permitindo manter postos de trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade”.

Todas as informações necessárias, como o número e tipo de camas disponíveis, estão em constante atualização no Observatório do Alojamento Estudantil, através de um processo de monitorização permanente que responde às necessidades de estudantes e instituições de ensino superior.

A plataforma online monitoriza diariamente a oferta privada de alojamento para estudantes, assim como as zonas onde os estudantes de ensino superior estão alojados e as rendas praticadas a nível nacional. Já nas residências para estudantes, o nível de ocupação e a evolução da oferta pública de camas está, também, sobre constante fiscalização.