O presidente do Turismo do Porto e Norte alertou que, apesar de taxas de ocupação nos quatro “muito interessantes” durante o verão, não vão compensar as quebras sentidas num "muito difícil".

Em declarações à agência Lusa, Pedro Martins afirmou que este “foi um ano bastante duro” para o turismo. “Tentamos que os turistas nacionais ajudassem de certa forma a compensar aquelas que iriam ser as dificuldades pela falta de turistas estrangeiros”, explicou.

Aponta assim que, apesar das taxas de ocupação nos quatro subdestinos da região Norte – Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes – terem sido “muito interessantes”, com as zonas interiores a chegarem a 80% e as cidades a 30%, “nada compensará a quebra” sentida por toda a região.

Compara os resultados com o período homólogo do ano transato, concluindo uma “queda relativamente grande nos turistas nacionais”, mas uma quebra ainda maior nos turistas estrangeiros. “Entre janeiro e julho de 2019 tínhamos tido 3,5 milhões de dormidas de turistas estrangeiros. Este ano, temos 900 mil dormidas. Estamos a falar em quebras na ordem dos 75% e que se notam muito mais nas grandes cidades”, salientou.

Recorda que “o mercado britânico era sempre uma ajuda para a região do Porto e Norte”. No entanto, este ano “veio tarde”. Perante a possibilidade de Portugal ser excluído da lista do corredor aéreo britânico, o presidente afirma que a operação irá terminar “praticamente onde começa”.

Pedro Martins acrescenta ainda que a implementação do Estado de Contingência, a partir do dia 15 de setembro, irá “complicar” o equilíbrio das contas para o turismo da região. “Havia alguma expectativa de que esta parte final do ano pudesse dar algum contributo para equilibrar as contas. Neste momento, vivemos com a possibilidade de nada disto acontecer”, lamenta. De qualquer das formas, reconhece a importância da mitigação da transmissão do vírus, assegurando que “nenhuma outra razão se pode sobrepor”.