A Associação dos Profissionais de Turismo do Minho delineou uma estratégia assente no “empreendedorismo, inovação e sustentabilidade”.

De modo a que Portugal “cumpra o desígnio” de ser o “melhor e mais qualificado” destino turístico do mundo, a Associação dos Profissionais de Turismo do Minho delineou uma estratégia inovadora. As propostas apresentadas correspondem ao contributo da associação Plano de Sustentabilidade do Turismo 2020-2023.

Para que o “turismo em Portugal continue a ser um fator de desenvolvimento sustentável”, a associação criou três grupos de trabalho responsáveis pela elaboração das seguintes propostas: Incubação Empresarial de Qualificação para um Turismo Inclusivo e Sustentável; Qualificação de Recursos Humanos Direcionados para os Desafios do Setor do Turismo; a Plataforma Inclusiva; Reforçar as Competências Técnicas do Associativismo dos Profissionais de Turismo e a criação de um Laboratório de Experimentação e Certificação da Qualidade da Oferta Turística.

A proposta de Incubação Empresarial de Qualificação para um Turismo Inclusivo e Sustentável prevê desenvolver “dinâmicas de âmbito regional que promovam e captem investimentos, empresas e empreendedores para a região do Minho”. Estas têm de estar “assentes em boas práticas ambientais e em projetos turísticos inclusivos que valorizem a comunidade e os produtos locais de territórios de baixa densidade e economicamente desfavorecidos”.

Com a proposta de Qualificação de Recursos Humanos Direcionados para os Desafios do Setor do Turismo, propõe-se a desenvolver “ações de âmbito regional que facultem a possibilidade aos estudantes, trabalhadores e futuros trabalhadores da área do turismo, do desenvolvimento de competências específicas que lhes permitam um maior sucesso no processo transitório para o mercado de trabalho e uma maior preocupação ambiental no desenvolvimento das suas atividades laborais”.

A Plataforma Inclusiva pretende “proporcionar uma experiência inclusiva e integrada com o programa “All for All” criado pelo Governo”. O “Portuguese Festivals R 4 All” integra a capacitação da oferta, a “promoção de Portugal como destino para todos, ações de formação e sensibilização e o reconhecimento internacional, nomeadamente, através de parcerias e a captação de operadores”.

APROTURM deseja ainda pôr em prática a “Minho green brand”. É uma marca promocional da região, que promove e comercializa “uma oferta turística da região baseada nos seus atributos naturais, paisagísticos, culturais e históricos assentes em operadores turísticos”. Para além disso, disponibilizará um espaço e oportunidades de negócio para os principais atores turísticos regionais. “Através da divulgação das boas práticas de sustentabilidade ambiental implementadas”, as empresas poderão “ser classificadas pela sua pegada carbónica”. Prevê-se que o destino de parte das receitas turísticas geradas sejam para projetos direcionados para a preservação ambiental e sustentável do território.

As Associações de Profissionais de Turismo e Associações Empresariais de Turismo “possuem uma importância indispensável na defesa dos interesses dos profissionais de turismo e do tecido empresarial que desejam estabilidade do desenvolvimento económico e social e o respeito absoluto dos princípios do Turismo Sustentável”. Sendo assim, pretendem apostar na formação desses profissionais com o projeto “Capacitar Associações de Turismo”.

Por fim, a APROTURM aponta a instalação de um Laboratório de Experimentação e Certificação da Qualidade da Oferta Turística. Vai constituir “uma estrutura capaz de verificar e certificar a qualidade dos empreendimentos turísticos, apoiado na experimentação e verificação de parâmetros estabelecidos para garantir um elevado nível de qualidade de serviços”.