Sir Thomas Sean Connery faleceu este sábado, dia 31 de outubro. O escocês foi o primeiro ator a interpretar o famoso agente secreto do MI6 britânico, James Bond. Na pele desta personagem, Sean Connery realizou sete longas-metragens.

Apesar do ator ter atingido o estrelato na década de 1960, Connery não se deixou ficar pela fama de 007. O Homem Que Queria Ser Rei (1975), O Nome da Rosa (1986) e Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) foram apenas alguns dos filmes mais populares em que participou. Sean Connery ganhou, ainda, um Óscar e um Globo de Ouro como melhor ator secundário com o filme Os Intocáveis (1987).

Em 2000, Sean Connery teve o privilégio de estar perante a Rainha. O ator foi condecorado pela Rainha Elizabeth II pelas suas contribuições cinematográficas, apesar de toda a vida ter lutado pela independência da Escócia do Reino Unido.

Filho de pai católico e mãe protestante, Sean Connery começou a vida como leiteiro na sua terra natal e teve a sua primeira oportunidade na vida artística no musical South Pacific. Além disso, serviu na Marinha Real e ainda foi motorista de camiões e modelo vivo para artistas do Colégio de Artes de Edimburgo.

Na área cinematográfica, realizou pequenos trabalhos no cinema e televisão inglesa, entre o fim dos anos 50 e o início dos 60. A fama internacional iniciou-se com a sua primeira interpretação de James Bond, no filme Agente Secreto 007 (1962).

Nos últimos anos e após o fracasso comercial e de crítica do filme Liga de Cavalheiros Extraordinários (2003), Connery afastou-se do cinema e de Hollywood. O ator distanciou-se não só pela deceção do sistema hollywoodesco, mas também para escrever um livro sobre a sua vida pessoal.

Foi casado durante 11 anos com a atriz australiana Diane Cilento, com quem teve um filho. Após o divórcio, voltou a casar com a artista Michelline Roquebrune Connery, até à sua morte.

Marcado por opiniões controversas, como a defesa da violência contra as mulheres – tendo mesmo admitido já o ter praticado- e a luta pela independência da Escócia – apesar de ter fugido devido do país devido às pesadas taxas de imposto de renda – o ator vai ser sempre lembrado pelo seu talento. Sean Connery vai ser sempre um marco e um homem de renome do mundo cinematográfico.