Câmara Municipal de Braga assegurou o ensino à distância a alunos carenciados adquirindo dois mil computadores. No entanto, Ricardo Rio afirma que essa era a obrigação do Governo, que retirou o apoio previsto para as autarquias.

Os vereadores do Partido Socialista (PS) de Braga acusam o executivo municipal pela falta de disponibilidade para investimento na compra de computadores, se não fosse a ajuda prevista. O tema foi levantado na reunião de Câmara Municipal de Braga (CMB) desta segunda-feira.

Relembre-se que a autarquia investiu cerca de 700 mil euros para aquisição de dois mil computadores. Este investimento serviu para garantir que os alunos carenciados tivessem acesso ao ensino à distância, causado pela pandemia, e que desta forma pudessem acompanhar os colegas.

Segundo Ricardo Rio, “o ministério da Educação avançou com a ideia de que iria ser aberta uma linha de financiamento, em sede das Comunidades Intermunicipais, para apoiar a compra destes computadores”. O presidente da CMB detalhou que o município de Braga “avançou com esse processo” e que, no seu decorrer, o ministério recuou no apoio previsto para as autarquias.

Apesar disso, a Câmara de Braga “já tinha o concurso lançado e levou-o até ao final”. Os computadores encontram-se nas escolas e “disponíveis para apoiar quem necessita”, completou o autarca, reforçando que “esta era uma responsabilidade direta do ministério da Educação”.

O vereador socialista Artur Feio apontou que a “CMB não tinha investido nos computadores se não fosse a ajuda do Governo”. “O PS não pode aceitar esta falta de apoio às famílias carenciadas. Não estamos de acordo com esta forma de governar numa expectativa pouco séria”, acrescentou.