A maior ajuda aos orçamentos familiares, em montante, vem do Município de Braga.

As 24 autarquias do Minho assumiram deixar às famílias mais de cinco milhões de euros por conta do IRS. As taxas a aplicar foram já aprovadas em sede de discussão na generalidade do Orçamento de Estado para 2021.

Em Viana do Castelo, estão os concelhos que mais vão abdicar da receita de IRS a que têm direito, a favor dos seus munícipes. Ponte da Barca e Ponte de Lima aplicam uma taxa de zero por cento, concedendo a cada munícipe uma poupança fiscal de 5%.

Em termos absolutos, o município limiano devolve o segundo maior valor dos concelhos minhotos, transferindo para as famílias mais de um milhão da receita global. Só o Município de Braga ultrapassa este montante, deixando nas famílias mais de dois milhões de euros, o que corresponde a 1% dos cerca de 11 milhões de euros a que tem direito.

Entre os concelhos do distrito de Viana do Castelo, outros três vão praticar taxas mais reduzidas. Valença vai cobrar 1,5% do valor a que teria direito, enquanto Monção aplica uma taxa de 2%. O Município de Paredes de Coura está também entre os que mais poupam as famílias na região, cobrando três dos 5% permitidos.

Já no distrito de Braga, apenas cinco das 14 autarquias vão aplicar taxas inferiores ao valor máximo legalmente estipulado. Fafe é o município mais “amigo” das famílias em relação à coleta de IRS, praticando uma taxa de 3%, o que se reflete em mais de 336 mil deixados aos munícipes.

Assim, o distrito de Braga deixa no “bolso” das famílias um montante de 2.963.051 euros. Os dez concelhos do Alto Minho, em contrapartida, devolvem um total de 2,16 milhões de euros.