O espetáculo tinha data marcada para dia 28 de novembro, mas foi alterado depois das novas medidas de estado de emergência.

Esta sexta-feira, 27 de novembro, a sala Blackbox do gnration serviu de palco para o novo trabalho de Cláudia Guerreiro e Filho da Mãe (Rui Carvalho). O público viu “A Azenha”, um projeto que desafia o conceito atual de audiovisual.

Os dois artistas juntaram-se para dar vida a uma obra inspirada nas personagens de Jorge Vieira, um dos mais influentes artistas portugueses do século XX. Apesar de serem casados e ambos artistas, Cláudia Guerreiro e Filho da Mãe raramente colaboram em projetos. “A Azenha” deixou em primeiro plano o talento musical de Rui e as capacidades de pintura de Cláudia.

Quando os espectadores chegaram à Blackbox, estava a ser projetado um texto que contava uma lenda sobre a Lua, o Sol, um Touro e um Escorpião. Conforme o espetáculo começou, o texto desapareceu e a projeção mudou de rumo. Enquanto Filho da Mãe criava a banda sonora da história com uma guitarra acústica e outra elétrica, Cláudia Guerreiro ilustrava a referida lenda numa tela de vidro. O uso de tinta, água, cor, templates e luz era diretamente projetado para o ecrã. Assim, todos conseguiram consumir a história do dia e da noite.

Foi assim que, em 45 minutos, “A Azenha” transmitiu um conto sem dizer uma única palavra. O facto de toda a arte ser produzida em tempo real e em cima do próprio palco manteve o público colado e toda a gente pareceu satisfeita quando as luzes voltaram a acender.