O dirigente da Associação Comercial de Braga receia que as medidas anunciadas pelo Governo acentuem o medo da população.

A partir desta quarta-feira, os estabelecimentos comerciais têm de fechar às 22 horas e os restaurantes às 22h30. Neste sentido, o diretor-geral da Associação Comercial de Braga (ACB) teme que as medidas restritivas de combate à Covid-19 afastem as pessoas dos locais de consumo.

Em declarações à comunicação social, Rui Marques considera que o setor mais prejudicado deverá ser o da restauração. “As restrições poderão não ter um grande impacto por si só”, refere, alertando que “não há qualquer referência aos cafés e similares” no documento divulgado pelo Governo.

Contudo, o responsável admite que o pior é que “as implicações vão muito além das medidas”, incluindo uma mudança “nos hábitos de consumo dos clientes”. “A limitação ao nível de horários não nos parece muito relevante, mas o efeito recessivo que o anúncio da medida causa na comunidade é que é verdadeiramente dramático”, acrescenta.

Ainda no âmbito das medidas restritivas anunciadas pelo Governo para combater a pandemia de Covid-19, o diretor-geral da ACB considera “precipitada” a decisão de tornar obrigatório o teletrabalho. Por um lado, Rui Marques considera que a medida vai ter “um impacto muito significativo na restauração porque as pessoas vão deixar de consumir fora de casa durante a semana”.

Por outro, alerta que existem empresas sem recursos para colocar os funcionários a trabalhar a partir de casa. “Não nos parece adequada esta questão. Em empresas de maior dimensão, por exemplo, com mais de 50 trabalhadores e já com outro nível de estrutura, é diferente, mas nestes casos faria mais sentido apenas uma recomendação”, conclui.