O Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão comemora-se este domingo, dia 13 de dezembro. A data foi inicialmente assinalada pela UNICEF e celebra-se, todos os anos, no segundo fim de semana de dezembro.

Este dia vem chamar a atenção dos programadores para programas infantis de rádio e televisão e para entusiasmar as crianças para este tipo de entretenimento. A fim da data não se passar por despercebida, o ComUM sugere um conjunto de programas que marcaram e continuam a marcar algumas gerações.

Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

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Pippi das Meias Altas (1969) – Pippi (Inger Nilsson) é uma menina ruiva incrivelmente forte e com meias incrivelmente altas. Vive sozinha na sua velha casa, sem pais, mas na companhia do seu macaco e do seu cavalo. Diverte-se e diverte-nos a enganar os adultos com os seus amigos Tommy e Annika. Pippi das Meias Altas, série sueca baseada nos livros de Astrid Lindgren, foi um dos programas mais populares dos anos 70 em Portugal. Contudo o seu sucesso ecoou por muitos anos. Afinal, quem não dá por si de vez em quando a cantar “Sardas no nariz…”.

Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

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Rua Sésamo (1989) Rua Sésamo, a versão portuguesa do programa norte-americano Sesame Street, foi exibida em Portugal na RTP1 e na RTP2. Os bonecos estranhos e divertidos ensinaram crianças no país todo a soletrar, a contar, a distinguir o bem, o mal, a amizade e, ao mesmo tempo, faziam-nas rir. A mistura de atores reais com marionetas, que fez nascer ícones como o Poupas Amarelo e o Monstro das Bolachas, conta com 189 Emmys e estima-se que as suas versões em diversos países já tenham chegado a 190 milhões de crianças.

buérere Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

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Buéréré (1994 – 2002) – Apesar de Ana Malhoa ser já conhecida pelas suas músicas infantis, como por exemplo “I’m Happy” e “Aprender a Perdoar“, apenas se tornou um verdadeiro símbolo da criançada com a chegada de Buéréré. O programa, que estreou na TVI, foi criado pelo brasileiro Ediberto Lima, inspirado em projetos como o Xou da Xuxa. Além da presença de Ana Malhoa e, esporadicamente, de Ana Marques, contamos com determinadas personagens características e permanentes no programa, nomeadamente o Boi Ré-Ré, a Vaca Ré-Ré, a abelhinha Melzinho, o crocodilo Croko, as Anetes, as Mini-Anetes e o Sapo Filipe. Por entre os truques de magia do Damião e da Helena e o intercalar de alguns desenhos animados, desde o Tom & Jerry aos Power Rangers, o aspeto mais marcante deste programa foi a sua discografia: Super Buéréré (1995), Big Buéréré (1996), Buéréré Super (1997) e Buéréré Super Rock (1998).

Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

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Batatoon (1998 – 2002) – “Comando na mão e carrega no botão!”. A partir de 30 de novembro de 1998, a TVI presenteou-nos com a dupla Batatinha (António Branco), um dos apresentadores mais carismáticos de todos os tempos, e Companhia (Paulo Guilherme), o seu oficial desestabilizador. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, às 16h30, quer em direto ou em estúdio, Batatinha e Companhia entravam em palco com assistência de 30 crianças. Um programa que era dividido em 3 partes, de 10 minutos cada, uma estratégia excelente para aqueles que tinham “pulgas debaixo do rabo”. A indumentária era o expectável, acrescia-se os penteados exóticos e as atividades interativas. Quanto mais não seja, todos nós já optamos, alguma vez da nossa vida, pela versão da música “Parabéns (Hoje é o teu dia)”. Relembremos: “Parabéns, parabéns hoje é o teu dia, / Que dia mais feliz…”.

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Uma Aventura (2000) – Transmitida na SIC, Uma Aventura fez as manhãs de uma geração. A série baseada nos livros de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada deixou qualquer um com vontade de percorrer o país a resolver mistérios. Pedro, Chico, João e as gémeas Teresa e Luísa (que todos queríamos saber distinguir), com os seus amigos de quatro patas, Caracol e Faial, são os nossos protagonistas. Ao longo da série vão-nos mostrar vezes sem conta porque é que juntos fazem o grupo perfeito para embarcar numa aventura na escola, ou no supermercado, ou no bosque.

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Winx (2004-2019) – «Olha no céu estaremos lá. Somos as Winx». Quem não se lembra das seis fadas que estudavam numa escola para fadas e, nos tempos livres, combatiam as forças do mal? Estas fadas fabulosas inspiraram imensas crianças a serem elas próprias e a lutarem por aquilo que acreditam. A série foi criada pelo ilustrador italiano Iginio Straffi e produzida pelos estúdios Rainbow. O tremendo sucesso da série levou os produtores a criarem mais quatro temporadas do que era previsto. Em Portugal, as Winx foram transmitidas em canais como o Canal Panda, a SIC e o Nickelodeon. O impacto cultural foi fortíssimo, tendo sido lançadas diversas linhas de bonecas, realizadas convenções, e produzidos três filmes e dois spin-offs. Em 2019, foi anunciado que um live-action estava a ser produzido e este será transmitido na Netflix.

TVI

O Clube das Chaves (2005) O Clube das Chaves foi uma série infantil que esteve no ar na TVI e no Disney Channel. A estória fala-nos de Pedro que no seu 13º aniversário recebe um baú repleto de chaves do seu falecido avô. Cada uma das chaves tem um enigma que levará Pedro à fechadura. Contudo, o rapaz não se acha capaz de resolver os mistérios sozinho e, por isso, cria a O.R.D.E.M.- um grupo com os seus amigos para que o ajudem nesta situação. Porém, todas as boas séries têm um vilão e aí entra o Fantasma da O.R.D.E.M. A personagem tanto os ajuda como os prejudica. Mas quem será esta figura? Isso fica para descobrir ao ver os 21 episódios.

floribella

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Floribella (2006 – 2008) – Adaptada da telenovela original argentina escrita por Cris Morena, Floribella foi uma das séries televisivas para crianças mais icónicas já transmitida em Portugal. Todas as crianças portuguesas lembram-se, com certeza, de acordarem de manhã para ver a atriz Luciana Abreu dar vida à colorida e divertida Flor que falava com fadinhas e vivia num mundo de conto de fadas no século XXI. As peripécias que Flor atravessa são imensas sejam por causa da sua madrasta malvada e as suas duas irmãs ou pela sua paixão por Frederico. Com duas temporadas e 490 episódios, Floribella faz bater nos corações dos jovens de hoje, uma nostalgia imensa.

Hannah Montana

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Hannah Montana (2006 – 2011) – Hannah Montana é uma das mais marcantes séries televisivas do início de século. Miley Stewart é uma rapariga normal, com uma vida normal e problemas normais. No entanto, Miley é também uma das maiores popstars do planeta, Hannah Montana. O enredo baseia-se na dualidade da vida de Miley causada pelo segredo que apenas a família e amigos próximos sabe. A série estreou em 2006 e terminou em 2011 e foi responsável por lançar a gigantesca carreira de Miley Cyrus.

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Ilha das Cores (2007 – 2009) – A Ilha das Cores poderá ser considerada a série infantil portuguesa mais educacional e mais didática de todos os tempos. Da autoria de Teresa Paixão, o programa estreou em 2007, sendo integrado no show Zig Zag. Como o próprio nome indica, o programa televisivo passava-se numa ilha repleta de cores, aquilo que poderíamos traduzir para uma ilha cheia de alegria. Todos os seus integrantes eram amigos do próximo e procuravam ajudar-se mutuamente, sem esperar nada em troca. A sua primeira temporada contou com a presença do casal Palmira (Carmen Santos) e Jeremias (Francisco Pestana), a doutora Joana (Mina Andala), a pescadora Marta (Cláudia Negrão), o agricultor Manuel (Diogo Mesquita), o carteiro Pedro (Vicente Morais) e a ave Cantarola (Susana João). De qualquer das formas, há uma característica que não conseguimos dissociar da Ilha das Cores, a sua música de abertura, “a ilha das cores é tão divertida / Que vais ter vontade de passar lá a vida…”.

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Campeões e Detetives (2008) – A série adaptada da coleção de livros infantojuvenis Objetivo Golo, fez as manhãs dos amantes de futebol. JP (Gonçalo Machado), que gosta tanto de aventuras e de mistério como de desporto, decide formar o seu próprio clube de futebol com os seus amigos e assim nascem os Megamax. Quando não estão a treinar ou a jogar, o grupo passa o seu tempo a descobrir quem é a BOLA-F, uma organização misteriosa que parece dedicar-se a estragar-lhes os planos. Os Megamax não têm problemas a jogar, mas o futebol nem sempre se faz só do jogo.

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Os Protegidos (2010) – A produção espanhola foi transmitida pela SIC em 2013 e conta a história de “uma família de mentira com poderes de verdade”, como é dito na própria série. Quando Mário (Antonio Garrido) conhece Jimena (Angie Cepeda), uma mãe que vê a filha ser levada por um grupo de homens misteriosos, descobre que ambos têm muito em comum: os filhos têm poderes. Carlitos, filho de Mário, move objetos com a mente e Blanca tem premunições. Os pais unem-se na procura da menina desaparecida e, acima disso, de respostas. Pelo caminho, cruzam-se com mais meninos especiais que decidem adotar e formar uma família. Cobra é o rebelde da família e tem o poder da invisibilidade. Sandra liberta energia elétrica, Lúcia lê mentes e Lucas muda de aparência. Sendo uma série com tantos poderes à mistura, é natural que esteja repleta de efeitos especiais. Apesar de não serem bem executados grande parte das vezes, a série não deixa de ter a magia e a sensação de aconchego que tão bem a caracterizam.

chiquititas

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Chiquititas (2011 – 2012) – Transmitida na SIC, a série portuguesa decorre da telenovela argentina “Chiquititas”. A trama desenrola-se num orfanato,”Casa do Monte”, cujos donos, Júlia de Mont e Pierre de Mont, apenas mantêm aberto, não pelas crianças, mas pelo dinheiro. O casal proprietário em vez de utilizar o dinheiro dos subsídios para dar uma boa qualidade de vida às crianças, gasta-o em luxos desnecessários, para proveito próprio. A única funcionária encarregue de cuidar das crianças é Laidinha, porém as suas profissões anteriores eram todas muito abruptas, o que fazia dela muito rude, insensível e incapaz de dar conta das necessidades dos meninos. Entretanto, chega ao lar Madalena Santana, disfarçada de Lili, em busca do seu filho perdido. Contudo, acaba por se apegar muito às crianças e o seu plano vai se moldando às circunstâncias e à necessidade de proteger os órfãos do lar. É aí que começa todo um mix de aventuras, o romance entre Lili e o cozinheiro, Lucas, as pequenas paixões e desgostos amorosos entre os mais velhos do orfanato e as travessuras dos mais novos para com os donos e, principalmente, com Laidinha.

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She-ra e as Princesas do Poder (2018) – Em 2018, a série estreou na Netflix. O desenho animado é uma reinterpretação da personagem She-ra do filme O Segredo da Espada Mágica (1986) e da série She-ra: a Princesa do Poder (1985-1986). Na série da Netflix, vemos a mais recente versão da heroína a acordar em Adora. O planeta é regido por princesas que recebem poderes para proteger os respetivos reinos através de cristais mágicos da natureza, mas uma força maligna, a Horda, tenta conquistar os cristais e destruir o planeta. She-ra tem como missão unir as princesas, derrotar o mal e trazer paz ao planeta, Etheria.

Artigo por: Bruna Sousa, Daniela Pinto, João Ângelo, João da Silva, Lara Duarte, Leonor Alhinho