Regressar ao bom nível e sem limitações é das principais preocupações do atleta.
O tenista João Sousa terminou 2020 na posição 90 do ranking, a pior nos últimos sete anos. A última época do vimaranense foi marcada por lesões. Primeiro uma lesão no pé que se prolongou por toda época e, na reta final da temporada, uma lesão no antebraço que o levou a terminar a temporada mais cedo. Estas lesões levaram a que o tenista número um português não alcançasse bons resultados.
“Senti-me um bocado inútil e frustrado. Não estava feliz a jogar”, assumiu o atleta ao jornal Expresso. Para além disso, confessou que jogou ao longo de vários meses com dor, mas “se continuasse assim, ou acabava a minha carreira ou ia descer. Já estou há muito tempo no circuito, há sete anos que estou no top-100 e sou consciente do que posso, ou não posso fazer. O estar 300º ou 400º do mundo seria difícil de lidar para mim. Com dor seria ainda pior”.
Depois da paragem, o atleta tirou 15 dias de férias para conseguir recuperar. No começo da pré-temporada, o tenista minhoto não sentiu qualquer dor. João Sousa iniciou a temporada na Academia Equelite, em Alicante, projeto do conceituado Juan Carlos Ferrero. Ao longo das semanas, o tenista tem treinado com Pablo Carreño Busta, Ale de Minaur, Carlos Alcaraz e Cameron Norrie.
Ainda antes de competir no Australian Open, o tenista português vai até à Turquia competir no ATP 250 de Antalya de 5 a 13 de janeiro. João Sousa viaja para Melbourne a 15 ou 16 de janeiro, onde vai cumprir quarentena de 14 dias antes de competir no ATP 500 na semana pré-Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano. O vimaranense vai competir em Melbourne ao lado do indiano Rohan Bopanna número 39 do ranking ATP de pares.


