O candidato à Presidência da República apresentou a sua proposta e manifestou descontentamento com o atual governo.

O candidato da Iniciativa Liberal criticou e demarcou-se do atual governo, assim como expôs a sua proposta que segundo o mesmo visa “devolver o poder às pessoas” numa das conversas organizadas pela Associação de Estudantes de Direito da UMinho. Esta sexta-feira deu-se a segunda sessão do ciclo de conversas sobre as Eleições Presidenciais portuguesas de 2021, com Tiago Mayan.

Em cerca de duas horas Tiago Mayan Gonçalves recebeu questões do moderador André Teixeira, e dos demais que assistiram em direito. Declarou estar motivado com a sua candidatura clarificando quais são, na sua conceção, as funções primordiais do 1º magistrado. Estas passariam por garantir a soberania individual de todos os cidadãos, repor o equilíbrio no funcionamento do estado, assegurar a separação e limitação de poderes e ser um representante dos desígnios do povo apresentando “uma visão que não segue as narrativas do governo”.

Defende a desburocratização e simplificação administrativa do Estado, assim como a redução da sua opacidade. Reafirma a necessidade de reposicionamento do mesmo enquanto servidor dos cidadãos, assim como a redução substancial da carga fiscal.

Quando questionado sobre a prestação do presidente Marcelo Rebelo de Sousa aponta-o como “narcisista”, e que serve de “distração para esconder a incompetência dos governadores”.  Condena as atitudes do atual governo face à pandemia, desde da problemática da app Stayaway Covid, até a vacinação da gripe que, segundo Mayan, está esgotada, não permitindo que pessoas do grupo de risco se previnam. Critica o que diz ser a construção de uma repetitiva narrativa criada pelo governo onde “a culpa é sempre do povo”.

Tiago Mayan descreve ainda o que entende ser a sociedade liberal. É baseada em valores como “o mérito, o consenso, a boa fé, a honestidade, a decência”. Assegura que atualmente ao “entrarmos nesta esfera política, isto esfuma-se”.

O candidato foi mencionando vários princípios liberais com os quais compactua e acha urgente instaurar. Entre estes estão a liberdade de escolha de estabelecimentos de ensino, sejam privados ou estatais. Da mesma forma na saúde defende o acesso diversificado, pretende a descentralização político-administrativa do Estado, e uma União Europeia de cooperação entre Estados soberanos.