Um supercondutor como o grafeno permite um transporte mais eficaz da energia elétrica, uma vez que não existe resistência elétrica a corrente elétrica pode fluir sem perdas.
O investigador da Universidade do Minho e do INL, Nuno Peres, viu o seu estudo publicado na revista científica PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho visa mostrar a importância do grafeno, uma monocamada de carbono, sobre os comportamentos escondidos dos supercondutores, associados a muitas das novas tecnologias quânticas.
A investigação, levada a cabo por seis autores, teve ainda o apoio do consórcio Graphene Flagship da Comissão Europeia. O trabalho liderado por Nuno Peres conseguiu mostrar os comportamentos escondidos dos materiais supercondutores, nomeadamente o grafeno, material que está ligado a novas tecnologias quânticas.
O grafeno é uma monocamada de carbono, com um átomo de espessura, obtida a partir da grafite. É leve, flexível, resistente e um bom condutor elétrico. Este perfil permite-lhe guiar oscilações coletivas de carga elétrica que interagem com a luz, mas de forma extremamente eficiente, intensa e à nanoescala.
Os cientistas estudaram a forma como tais oscilações entre a imensidade de eletrões do grafeno interagem com pares de eletrões num supercondutor colocado a poucos nanómetros de distância. Para observar os efeitos escondidos do comportamento do grafeno, os cientistas depositaram no topo desse supercondutor uma folha de grafeno encapsulada em nitreto de boro hexagonal. Esse acoplamento foi o que permitiu ver o fenómeno escondido.


