O candidato à Presidência da República falou do perigo que a democracia enfrenta e apelou ao voto.

Vitorino Silva esteve à conversa com a Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho esta sexta-feira, dia 15 de janeiro. O candidato falou daquilo que motiva a sua candidatura, considerando que “é um direito” e, como tal, o que o motiva é Portugal. Afirmou que tem condições para ser um bom presidente ou, pelo menos, diferente de Marcelo Rebelo de Sousa.

O antigo presidente da Junta de Rans disse ainda que o professor deixou o cargo de Presidente da República banalizar-se um pouco e que, se for eleito, irá resguardar um pouco esse papel, “um dos símbolos da nação”. Quando questionado sobre aquilo que o diferencia dos restantes candidatos, Vitorino voltou a referir como nos vários debates em que participou que “é povo, mais povo do que os outros candidatos”.

O candidato a Presidente da República falou ainda de algumas medidas que devem ser adotadas para os jovens, uma vez que “leva a juventude a sério”. Defende que é uma “vergonha” que os Conselheiros de Estado não sejam jovens visto que “estão muito mais preparados.”. Para Vitorino Silva, as propinas deviam ser gratuitas e devia haver uma garantia de emprego quando saem das instituições de ensino. “Vocês estão a trabalhar para o país”, evocou.


Foram abordadas ainda questões relacionadas com a pandemia e o novo confinamento. Apesar das inúmeras mudanças que o mundo sofreu ao longo do último ano, o candidato viu pela primeira vez “o mundo unido” nesta guerra contra a Covid-19. No entanto, “o pior ainda está para vir, a crise”.

Dada a situação pandémica, admitiu que as eleições deviam ter sido adiadas. Como não aconteceu irá fazer a sua campanha a partir de casa, porque defende que os políticos “não devem ter mordomias”. Contudo, acredita que a abstenção será mais baixa, uma vez que “a democracia está em perigo e vai ser uma experiência desagradável.” E apelou ainda ao voto: “não deixem que sejam os outros a decidir”.

Vitorino Silva sublinhou também as catástrofes ambientais, considerando que “o Homem pensa que é intocável, mas é uma espécie que vai passar por aqui até quando a natureza quiser”. “O Homem pensa que é superior”, enfatizou ainda.

Questionado acerca da violência nas mulheres disse que repudia qualquer tipo de violência e que “a liberdade pertence a cada um e que há gente que pensa que não”. Em relação à Eutanásia, crê que deve fazer-se um referendo, pois “a democracia é isso, as pessoas puderem ter opinião.”