As rações com mais nutrientes têm de ser obtidas através de fundos próprios. O número de sócios diminuiu entre 30 a 40%.

A Associação Bracarense Amiga dos Animais (ABRA) procura apoios para continuar a ajudar os cães e os gatos que acolhem. A pandemia fez diminuir não só os donativos em numerário ou em géneros, como também, o número de sócios, que diminuiu entre 30 a 40%, de acordo com o presidente da ABRA, Ricardo Almeida.

Apesar da AGERE disponibilizar rações para os animais, a associação tem de recorrer a fundos disponíveis para adquirir rações de maior qualidade para “animais mais fragilizados”, já que as que lhes são oferecidas apresentam “menos nutrientes”, aponta o Ricardo Almeida à RUM. As grandes superfícies comerciais contribuem também ao doar os excedentes.

A Covid-19 condicionou a entrada dos voluntários da ABRA no canil de Braga. As visitas diárias, para passear os animais, restringiram-se para apenas uma vez por semana, ao sábado. Uma imposição que “desanima” os voluntários.

A ABRA continua a assistir os veterinários do Canil Municipal de Braga, principalmente nos casos mais graves em que o internamento dos animais é preciso. O presidente deixa como nota que os casos de “animais acidentados” têm aumentado.

Ricardo Almeida revela que o confinamento tem vindo a contribuir para um aumento de adoções tanto de cães como de gatos. A ABRA não tem conhecimento de animais que tenham regressado ao canil depois de adotados. Contudo, o canil de Braga continua “lotado”.