O Dia de São Valentim celebra-se este domingo, dia 14 de fevereiro. Nesta data comemora-se a união, a afeição, a amizade e o amor, não só pelos tão aclamados pombinhos, mas também por aqueles que se encontram solteiros. Assim, como este dia é apreciado por casais e relembrado vivamente por aqueles que não apresentam uma cara metade, o ComUM sugere um conjunto de produções para os corações sem par.

Literatura

Editorial Presença

Orgulho e Preconceito (1813) – O romance de Jane Austen, que se tornou num clássico, explora temas como a educação, a cultura e o casamento no início do século XIX, em Inglaterra. A história retrata a vida da família Bennet, focando-se em Elizabeth Bennet e na sua relação com Mr. Darcy. Esta relação que é preenchida por preconceito, paixão, raiva e orgulho, assim como a crítica social e o feminismo é que torna o romance inigualável (Título Original: Pride and Prejudice).

São Valentim

Editorial Notícias

Guia para ficar a saber ainda menos sobre mulheres (1999) – A jornalista e escritora portuguesa, Isabel Stilwell, preencheu o mundo literário português. Por entre Os Dias do Avesso e o Diário de uma Avó Galinha, a Stilwell presenteia-nos com o Guia para ficar a saber ainda menos sobre mulheres. Apesar do título sugestivo, a obra não corresponde a um elencar de passos para o alcance de um determinado objetivo, muito pelo contrário. Através deste “guia”, a escritora produz uma crítica social, principalmente ao comportamento feminino – a procura de um homem que preencha todos os pré-requisitos e a superioridade feminina, nomeadamente a sua capacidade de manipular, que se encontra legitimada pela própria cultura.

Clube do Autor

Chama-Me pelo Teu Nome (2007) – Da autoria de André Aciman, o livro conta a história de amor entre Elio, um adolescente de 17, e Oliver, um estudante universitário de 24 anos. Os jovens passarão algumas semanas juntos durante o verão de 1983, no interior de Itália. Este romance pode ser descrito numa sequência de recuos e avanços, pautado pelo conflito entre o medo e o desejo. Apesar das oscilações iniciais e movidos pela curiosidade, partem para a descoberta de uma intimidade desconhecida. O autor constrói um romance poeticamente triste, revelando um lado sentimental, onde se expõe a nu as emoções da juventude (Título Original: Call Me by Your Name).

Editorial Presença

Cidades de Papel (2008) – Em Cidades de Papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platónica por Margo Roth Spiegelman. Só que esta é uma paixão platónica. O protagonista apenas a admira de longe. Um dia Margo desaparece subitamente e Quentin envolve-se numa busca desesperada pela jovem. Sempre na esperança de um encontro final romântico e épico. O que acontece no fim? Deixo ao leitor a tarefa de descobrir. Contudo, é relevante referir que Quentin entra numa jornada de autodescoberta enquanto procura pela amiga perdida. O leitor concluiu que Quentin nutria sentimentos por uma versão idealizada de Margo, ao invés de se apaixonar pela versão real. A obra marca pela diferença, pois relembra-nos da importância de não idealizarmos ninguém, seja na amizade ou no amor. No fim do dia, uma pessoa é isso mesmo: apenas uma pessoa (Título Original: Paper Towns).

Editora: ASA

Will e Will, Um Nome, Um Destino (2010) – Will Grayson e Will Grayson são dois rapazes com nomes iguais e de mundos ligeiramente diferentes. A certa altura, o destino junta-os e estes seguem juntos numa aventura de descobertas poderosas. A obra é repleta de surpresas e aborda, num tom ligeiro e divertido, questões delicadas e verdadeiramente fortes. O livro não se manifesta exclusivamente como um romance leve, mas como uma obra que incentiva a uma ponderação sobre o individual de cada um ( Título Original: Will & Will).

Cinema

Alguém Especial (2019) A comédia romântica americana conta a história de Jenny, uma jornalista que, após receber uma proposta de emprego de sonho, longe do seu local de residência atual, é deixada pelo seu namorado de longa data, Nate. Após a separação, a jornalista entra num estado depressivo, no qual as suas amigas, Erin e Blair, se veem obrigadas a interferir. Juntas na desgraça dos relacionamentos, as duas amigas juntam-se a Jenny num último trabalho antes de se mudar. Era a sua última aventura juntas e serviria como remendo para o seu coração partido, porém os planos não correm como o previsto e pessoas inesperadas juntam-se à peripécia. A catástrofe no amor e os incidentes repentinos e surpreendentes tornam a longa-metragem numa comédia inesquecível e agradável (Título Original: Someone Great).

Mulherzinhas (2019) – O filme da extraordinária Greta Gerwing, é a sétima adaptação ao cinema do clássico que marcou a literatura mundial. De mãos dadas com um elenco de requinte, Gergwing trinfou nos grandes ecrãs com a sua aclamada obra-prima. A longa-metragem intemporal distingue-se pela sua autenticidade, pela sua robustez moral, pela rebelião e empoderamento das mulheres e pelo profundo amor de quatro irmãs que, ousadamente, anseiam vingar os seus sonhos. No decorrer da Guerra Civil Americana, viajamos pelo crescimento da indomável e impulsiva Jo, da fráfil e reservada Beth, da madura e prudente Meg e, finalmente, da apaixonada Amy. Um caloroso e exuberante drama que parece ser a companhia perfeita para o dia do amor (Título Original: Little Women).

As Separadoras (2018) – Disponível na Netflix, a comédia romântica da Nova Zelândia, As Separadoras, dá-nos a conhecer Jen (Jackie van Beek) e Mel (Madeleine Sami), duas amigas com olho para o negócio. Perante o clima que anda pelo ar, poderíamos esperar um consultório romântico. Se nos afastarmos da tentativa incessante de reatar relacionamentos fracassados de tais espaços, de fato, poderá o ser. No entanto, trata-se, nada mais nada menos, do que uma empresa especializada em terminar com relacionamentos. Sendo assim, através de múltiplos disfarces, Jen e Mel protagonizam os mais cómicos términos de relações amorosas. Para aguçar a curiosidade, deixo apenas um exemplo, uma grávida a interromper um casamento homossexual (Título Original: The Breaker-Upperers).

Como ser Solteira (2016) – A comédia romântica segue a vida de Alice (Dakota Johnson) depois de acabar, temporariamente, com o namorado da faculdade Josh (Nicholas Braun). A personagem muda-se para a casa da irmã, Meg (Leslie Mann), uma ginecologista que recusa relacionamentos e ter um bebé, em Nova Iorque. No novo emprego Alice conhece Robin (Rebel Wilson), uma solteira com um gosto particular por festas e saídas à noite, que vai ser a guia para esta nova fase da vida da recém-solteira. O enredo acompanha não só a vida de Alice, como também de outros personagens e as respetivas relações afetivas e amorosas, mostrando várias maneiras de lidar com o amor. Um guia para os corações solitários verem o amor de várias maneiras (Título Original: How to be single).

Lola Contra o Mundo (2012) – Produzida por Daryl Wein, Lola Contra o Mundo permite-nos seguir os passos de uma mulher que estava prestes a casar. No entanto, o seu noivo admite ainda não estar preparado para tal compromisso. Por entre uma obsessão compulsiva por comida e homens, a protagonista, agora solteira, explora um novo lado da vida. Nem tudo é deslumbrante. No entanto, a indefinição de um caminho a seguir, tornam a obra cinematográfica cómica. Tal como muitas obras de comédias românticas, acaba ainda por tecer algumas críticas, nomeadamente – “Eu acho que os homens estão sempre à procura de alguém melhor e as mulheres estão apenas à procura de algo que funcione” (Título Original: Lola Versus).

Música

Always, Bon Jovi (1994) – É um dos temas de maior sucesso da banda. A performace de Jon Bon Jovi, aliada aos solos de guitarra, é completamente arrebatadora. Esta canção é a prova de que o amor não precisa ser traduzido para ser sentido e que a música, realmente, fala todas as línguas. É uma história de um amor que fracassa e a banda toca todos os corações com letras como “It’s been raining since you left me/ Now I’m drowning in the flood/ You see I’ve always been a fighter/ But without you, I give up”.

You Had Me, Joss Stone (2004) – A colectânea de Mind Body & Soul trouxe-nos o eterno hino do término de relacionamentos. O título de “You Had Me” não poderia ser mais explícito. Por sua vez, a lírica conta-nos os motivos por trás de tal decisão. Primeiramente, ficamos a conhecer o controlo sobre o qual Joss Stone era submetida. Seguidamente, como não poderia deixar de ser, presenciamos, novamente, a cegueira do amor, que traz consigo muita tolerância. Por fim e o mais importante, o momento em que a artista se desamarra das correntes que a prendiam e parte em busca de algo melhor – “I’ve realized / In time / That my eyes / Are not blind / I’ve seen it before, I’m takin’ back my life”.

Starring Role, Marina (2012) – Starring Role” integra o álbum Electra Heart, de Marina. Tal como o resto do disco, esta música fala sobre os obstáculos que se enfrentam no amor para chegar ao “felizes para sempre”. A artista pinta o quadro de dois amantes onde um sente que o seu grande amor já não é retribuído. Marina compara a situação a uma peça de teatro, “é quase uma piada interpretar uma parte quando não se é o protagonista no coração da outra pessoa. Eu preferia ficar sozinha do que ter um papel coadjuvante”.

Shout Out to My Ex, Little Mix (2016) – Esta tema da icónica girl band Little Mix, transmite uma mensagem relativa à importância do amor próprio. As quatro jovens têm como intuito mostrar que, a nossa felicidade depende, principalmente, de nós e da forma como escolhemos encarar a vida. Com um ritmo bastante pop a que a banda sempre nos habituou, o refrão é bastante apelativo e entranha-se em qualquer pessoa que ouça este tema.

LoveSick Girls, Blackpink (2020) A música “LoveSick Girls” serviu como lead single do primeiro álbum de estúdio do grupo feminino BLACKPINK, The Album. O tema conta-nos que, apesar de sofrermos imenso por amor e tentarmos sempre voltar a reencontrar a nossa direção na nossa vida amorosa, às vezes, mais vale desistir e tentar ser feliz sós do que investir sentimentos em que algo que nos destruirá: “Love is slippin’ and fallin’/Love is killin’ your darlin’”.

Artigo por Ana Margarida Alves, Bruna Sousa, Daniela Pinto Francisca Graça, Helena Margarida Vilela, Ilda Lima, João Ângelo, João da SilvaLara Duarte, Margarida Completo, Patrícia Bessa, Patrícia Silva