Valor mantém-se para estudantes nacionais em licenciatura.

O valor mínimo das propinas para alunos provenientes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a estudar na Universidade do Minho vai ser alterado no próximo ano letivo. A informação avançada pela RUM aponta para um valor mínimo de mais 1.25% do valor da propina em vigor para os estudantes nacionais.

A proposta de alteração do valor mínimo da propina para os estudantes da CPLP foi aprovada no conselho geral desta segunda-feira, dia 22 de fevereiro. A mesma é referente apenas a mestrados e doutoramentos e equivale a um valor mínimo de mais 1.25% do valor da propina em vigor para os estudantes nacionais e um valor máximo equivalente ao que é pago pelos restantes estudantes internacionais.

Em declarações à RUM, o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, explica que a definição do valor da propina para os alunos vindos da CPLP está ao encargo das respetivas unidades orgânicas. Por sua vez, o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Rui Oliveira, critica a medida e caracteriza-a como uma “questão mercantilista”.

“Vai depender muito das escolas, que vão pensar se vai valer a pena descer, ou não, o valor da propina para cativar mais alunos. Não achamos que isso deva acontecer”, declara. Para além disso, o estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica da UMinho critica o facto de uma eventual descida do valor das propinas apenas se aplicar aos ciclos de mestrados ou doutoramentos. “Retira alguma competitividade à Universidade do Minho em relação a outras universidades do país, mais capazes de atrair os estudantes CPLP”, explica.

Valor das propinas mantém-se para estudantes nacionais em licenciatura

Para os estudantes nacionais em licenciatura, o valor das propinas não se vai alterar no ano letivo de 2021/22. Para justificar este facto, Rui Vieira de Castro revela que Orçamento do Estado impõe que o atual valor de 697 euros para licenciatura não pode ser ultrapassado. Por outro lado, o mesmo também só pode ser reduzido “por proposta adequadamente justificada da Unidade Orgânica a quem cabe a gestão do curso”, o que caracteriza como difícil pelo facto de as propinas se tratarem de “uma importante fonte de receita para a instituição”.

O representante dos estudantes, Rui Oliveira, lamenta que o valor se mantenha igual pelo terceiro ano consecutivo. Mais questiona sobre o que pode vir a ser pago nos cursos onde o mestrado integrado vai terminar, assunto sobre o qual a UMinho ainda não avançou qualquer informação.