As negociações tiveram como finalidade a reabertura do programa “Apoiar” e o pagamento do lay – off a 100%.

A União de Restaurantes do Minho (URMinho) reuniu-se, esta semana, com vários membros do governo. O objetivo foi iniciar um processo de diálogo que permita o reforço e o alargamento das medidas de apoio ao setor, o qual tem assistido a fortes quebras na faturação.

De modo a colmatar o impacto negativo que a situação pandémica tem tido na restauração, a URMinho propôs a reabertura do programa “Apoiar” e o respetivo reforço da verba atual. Solicitou ainda o pagamento do lay – off a 100%.

O presidente da URMinho, Tiago Carvalho garante que, na reunião com os governantes Rita Marques e João Torres, “transmitiu a enorme dificuldade existente nos acessos aos apoios por parte das empresas, com destaque para o encerramento das candidaturas ao programa Apoiar sem qualquer aviso prévio”. Assegura também que manifestando a necessidade de expandir o lay – off para os 100%, referindo que “num momento em que muitas empresas estão encerradas, e depois de um ano de perdas que devastou qualquer liquidez que existisse, já não há capacidade para pagar os 20% de lay-off, mais todas as despesas fixas que continuam a existir com estabelecimentos fechados”.

Durante as reuniões entre as duas parcelas, foi igualmente debatido o atual programa de apoio às rendas. A URMinho apresentou ao governo o seu descontentamento relativamente a este tema. Afirmou que o programa não abrange as concessões e os contratos de cedência de exploração, os quais representam uma fração significativa do setor da restauração.

Em comunicado, o presidente da URMinho transmitiu ainda o compromisso das entidades do governo de analisar e corrigir eventuais constrangimentos no acesso às medidas de apoio.