Entre Irmãs foi lançado em abril de 2003. O livro da autoria de Maria Teresa Maia Gonzalez retrata duas vidas que são diferentes, mas muito iguais.

Silvana e Patrícia são duas raparigas de mundos totalmente opostos. Silvana cresceu com todo o conforto e Patrícia vive com a mãe e a avó num apartamento minúsculo. Enquanto que Silvana vive numa boa casa, Patrícia não. Estas são apenas duas das diferenças que as separam. No entanto, maior que isto, a vida separou-as e em comum apenas têm o pai.

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Maria Teresa Maia Gonzalez explora a vida destas duas jovens. Com a linguagem e sensibilidade que a caracterizam, a autora faz-nos explorar a mente destas personagens, os seus sonhos, medos, ambições. No fundo, como de costume, leva-nos pelo conturbado mundo da adolescência, com tudo o que isso implique.

Na verdade, a obra trata-se, acima de tudo, de uma reflexão sobre duas pessoas que, sendo tão diferentes, têm tanto em comum. A começar pelo facto de serem irmãs e nem saberem da existência uma da outra, tendo, por isso, vidas totalmente diferentes. No entanto, além dos laços de sangue, são unidas pelas vivências transversais de qualquer adolescente, desde as discussões com os amigos ou os conflitos em casa, situações exploradas de forma exímia.

Com um vasto reportório de obras publicadas dirigidas a jovens, a autora já nos habituou à exploração da temática da adolescência, sendo a principal em quase todos os seus livros. Aqui não é exceção, levando-nos numa viagem detalhada sobre tudo o que é ser adolescente. O leitor é transportado para as dúvidas existenciais de Silvana, ao mesmo tempo que acedemos às da sua irmã, na sua vida turbulenta e suburbana.

Desta forma, e apesar de ser um livro bastante leve e de fácil compreensão, recomendado para pessoas de faixas etárias mais baixas, acaba por, sendo lido agora, permitir-nos uma outra visão que não teríamos se o lêssemos na altura. Além disso, ler Maria Teresa Maia Gonzalez é sempre positivo, quanto mais não seja para recordarmos a nossa pré-adolescência.