Em dezembro de 2009, o mundo conheceu Avatar de James Cameron. O filme bateu inúmeros records e revolucionou a indústria cinematográfica.

Em 2154, a raça humana expandiu-se para lá do solo terrestre e está a colonizar o planeta Pandora. Este novo território é semelhante à Terra em vários campos, mas a sua atmosfera é tóxica e para contrariar isto, os cientistas criaram os Avatares, corpos artificiais projetados à imagem dos seres inteligentes que habitam Pandora, os Na’vi.

Estes humanóides de três metros, azuis e com tradições primitivas, ainda que imensamente evoluídos, dominam o planeta e as restantes criaturas. Numa série de choques culturais, a personagem principal, Jake Sully (Sam Worthington), entra nas variadas missões que lhe são incutidas no processo de colonização, guiado pela cientista Grace Augustine (Sigourney Weaver). O treino e conexão com a fauna e flora do novo planeta é uma parte muito importante da integração.

Para além dos Na’vi, Pandora é repleta de criaturas que, de certa forma, são a versão alienígena de animais terrestres, por exemplo, cavalos, rinocerontes, panteras, ou então, dinossauros. Os nativos do planeta e os Avatares têm a capacidade de ligar a sua mente a estes “animais”.

No meio desta ação deslumbrante, Jake começa a desenvolver uma relação amorosa com Neytiri (Zoë Saldaña), membro da comunidade de Na’vi que os humanos estão a estudar aquando da ação da pelicula. Com dificuldade de comunicação e um foço entre as culturas de ambos, Neytiri e Jake unem-se e Jake acaba por se virar contra a sua própria raça.

O filme aborda os horrores do imperialismo, traçando paralelos entre os “Descobrimentos” e as várias formas de imperialismo moderno. No início tudo corre bem, ainda que com alguns detalhes de mau-presságio. No entanto, o uso de força e violência assim que os Na’vi se mostram apreensivos aos métodos dos humanos. Isto é um momento marcante para os espectadores, uma vez que acaba por confirmar as desconfianças que são incutidas em nós desde o início.

Não há muito a dizer sobre os aspetos técnicos de Avatar que não tenha já sido dito e é impossível criticar de forma negativa o filme que levou à invenção de tecnologia de animação que nos permite ter os filmes atuais. A imagem da obra cinematográfica é simplesmente, impecável. A luz, as verduras, a água, tudo é criado com o maior dos pormenores e este novo mundo, Pandora, parece real.

Depois de cerca de 13 anos, a sequela desta produção, Avatar 2, tem finalmente estreia marcada para 2022. O tão antecipado filme promete ser tão marcante quando o seu antecessor.