O duo canadiano Cleopatrick lançou finalmente o primeiro álbum de estúdio no último dia 4 de junho. Denominado de BUMMER, o álbum é uma prova que o hard rock não pode morrer.

Neste projeto, Luke e Ian, integrantes de Cleopatrick, juntam-se a Jig Dubé, produtor e amigo da banda, para criar o álbum que explicam ser apenas o resultado de “três amigos, com alguns pedais fuzz e um ponto a provar”. De facto, ao longo do disco, existe uma grande consistência em termos de sonoridade e, até mesmo, do estilo adotado pela banda nos últimos anos – um rock barulhento e caracterizado pelo som distorcido das guitarras.

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Assim, o álbum começa com “VICTORIA PARK”, uma música inspirada num parque que Luke e Ian frequentaram na infância durante vários verões. Contudo, já mais velhos, observam que o parque perdeu a ambição de tornar a cidade mais atrativa comparando-o às relações com os amigos da escola, que não se mantiveram.

THE DRAKE” e “FAMILY VAN” aparecem a seguir, completamente guiadas pela guitarra de Luke. São duas músicas com uma visão mais introspetiva da banda. A primeira, um tema que explica como Luke superou o bullying de que foi alvo quando era mais novo, e a segunda, um tema que foi escrito depois de o grupo ter visto uma música sua ser plagiada por outra banda.

O álbum continua com músicas como “GOOD GRIEF” e “NO SWEAT”, que vão mantendo sempre o mesmo registo heavy rock da banda. Só no sexto tema, “WHY JULY”, é que temos uma sonoridade um pouco diferente das anteriores, uma música com um registo mais melódico, marcada por drums mais pausados de Ian e um flow mais lento na voz de Luke.

Já na parte final do álbum, o tema “PEPPERS GHOST” volta a refletir, à semelhança da primeira faixa, o sentimento de saudade e nostalgia, com potentes riffs distorcidos na guitarra. Por fim, a música “GREAT LAKES” aborda, num tom irritado, a temática da insegurança e da incerteza nas relações de amizade. Uma letra que podemos associar à relação entre os integrantes da banda, que são amigos desde os 4 anos.

BUMMER é um álbum consistente, de lírica intimista e um som que, paralelamente, tem uma produção muito simples, atribuindo um cunho intenso e muito próprio ao hard rock.