Apelo à dádiva tem como principal objetivo responder às necessidades diárias de sangue e componentes sanguíneos.

A presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Maria Antónia Escoval, afirmou, esta sexta-feira, que “a situação neste momento está estável com as reservas características desta altura do ano”. No entanto, apelou aos portugueses para realizarem a sua dádiva de sangue “antes de partirem para o gozo das merecidas férias”.

Em comunicado à agência Lusa, Maria Escoval relembrou que a dádiva de sangue deve ser feita de uma “forma faseada ao longo do ano”, devido à necessidade diária de sangue e componentes sanguíneos. “São necessárias cerca de 1.000 unidades de sangue todos os dias nos hospitais portugueses e, por isso, todos os dias temos necessidade de que haja dadores”, acrescentou.

Do mesmo modo, reforçou a tese de que as dádivas devem ser  regulares ao longo do ano com a afirmação de que os componentes sanguíneos têm um prazo limite de armazenamento. Os concentrados eritrócitos conservam-se até 35 a 42 dias após a recolha e as plaquetas apenas até cinco a sete dias.

Assim, Maria Escoval considera que “seria bom” se as pessoas realizassem a sua dádiva de sangue antes de se ausentarem para férias. De modo a reforçar as reservas existentes, o IPST vai realizar, como é habitual nesta altura do ano, várias campanhas de recolha de dádivas, em conjunto com outras entidades.

Por último, a presidente revelou que em 2020 houve cerca de 27 mil novos dadores, mais 2% do que no ano anterior e que este crescimento é “muitíssimo bom para a dádiva de sangue em Portugal”.