Os 200 lugares a mais provêm da libertação de vagas não ocupadas nos concursos especiais

No início desta semana, foi aprovado o acréscimo de vagas para o ensino superior público e privado. Das duas mil vagas disponibilizadas pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior serão adicionadas à Universidade do Minho mais 200. A origem destes lugares provém da libertação de vagas não ocupadas nos concursos especiais.

Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, explica que a mobilização de vagas não utilizadas para cursos com mais candidaturas está a ser um processo bem calculado. Assim sendo, serão “reafetadas vagas, sobretudo não preenchidas no quadro de outros concursos, seja de estudante internacional ou outros concursos especiais e alocá-las ao concurso nacional de acesso”. Vieira de Castro reflete ainda que o impacto financeiro da medida não terá consequências avassaladoras na instituição, visto que “há condições para acolher todos os alunos associados a cada curso e não há um esforço adicional significativo que esteja a ser solicitado à Universidade do Minho”.

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAE) recomenda que as instituições que necessitem de mais vagas as solicitem dentro do prazo útil. Assim, evita-se que afetem os resultados da primeira fase, que serão conhecidos a 27 de setembro. Além disso, a CNAE “reconhece o momento excecional que resulta do aumento do número de candidatos ao ensino superior, o qual deve conduzir às alterações legislativas necessárias pelo Governo para possibilitar a reafetação das vagas não ocupadas nos diversos Concursos Especiais”. No entanto, estas modificações não vão alterar “substancialmente o padrão de colocação regional de estudantes que tem sido conseguido”.