Fenómenos como stress e ansiedade são cada vez mais comuns entre os estudantes universitários.

Esta quarta-feira, dia 3 de novembro, celebra-se o Dia da Consciencialização do Stress. O objetivo da data é sensibilizar a sociedade para o impacto de um problema que afeta cada vez mais o bem-estar das pessoas. O stress pode ser definido como o desequilíbrio que ocorre entre a exigência de uma determinada situação e a capacidade da pessoa envolvida de se adaptar a essa mesma exigência. Apesar de não ser considerado uma patologia, o excesso de stress pode afetar negativamente o desempenho e o bem-estar físico e psicológico dos estudantes universitários.

Ao ingressarem numa instituição de ensino superior, os estudantes deparam-se com novos desafios e exigências. As adversidades enfrentadas refletem-se no domínio comportamental através de reações como o medo e ansiedade, capazes de interferir negativamente no processo de adaptação e consequentemente na qualidade de vida dos estudantes.

Segundo vários estudos realizados, o stress é gerado pela acumulação de um conjunto de fatores, entre as quais se destacam a multiplicidade de tarefas, gestão do tempo, exigências académicas e profissionais, sono, exercício, mudança de habitação e nutrição. Tendo em consideração o período de frequência do ensino superior, alguns autores sugerem que os estudantes inseridos neste tipo de ensino encontram-se entre os grupos de maior risco no que diz respeito a problemas como o stress e a depressão, o que se reflete no desempenho académico e, consequentemente, na média obtida.

Mediante esta realidade, é necessária a adoção de novos métodos de adaptação que permitam aos estudantes universitários manter um equilíbrio entre os seus interesses pessoais e as suas responsabilidades profissionais. Segundo a psicóloga Marta Barroso, é fundamental que o estudante “estabeleça objetivos realistas e concretizáveis”, hierarquize as suas prioridades” e “encare as dificuldades como uma oportunidade de aprendizagem”. Por outro lado, a especialista considera que é importante a construção de “relações interpessoais baseadas na empatia e entreajuda” e a partilha de sentimentos. Da mesma forma, acrescenta que a prática de “exercício físico de forma regular” e a manutenção de hábitos e estilos de vida saudáveis contribuem para uma melhor gestão dos níveis de stress. Uma alimentação cuidada e equilibrada e um sono reparador são, assim, práticas que devem fazer parte da rotina dos estudantes.

Apesar de aplicarem estas estratégias, muitos estudantes não conseguem exercer controlo sobre os seus sintomas de forma autónoma. Assim, Marta Barroso reforça a importância de os alunos procurarem ajuda profissional. Caso seja possível, os estudantes podem ainda pedir ajuda junto da instituição que frequentam, de modo a receberem o devido acompanhamento.