O projeto venceu entre 42 candidaturas e gira até 300 graus em seis minutos, gastando quatro cêntimos de eletricidade.

O arquiteto e professor de arquitetura da Universidade do Minho, Pedro Bandeira, recebeu, esta quinta-feira, o Prémio Arquitetura, Inovação e Sustentabilidade 2021, pelo projeto Casa Rotativa. O objetivo seguinte do projeto é tornar este tipo de casa acessível a mais gente.

Casa Rotativa é uma habitação unifamiliar construída na periferia de Coimbra e que gira em função do sol. Filipe Bandeira, engenheiro de estruturas especiais sensível a questões energéticas, desafiou o irmão Pedro Bandeira a contribuir no projeto. Em declarações à TSF, Pedro Bandeira explicou que o “comportamento” da casa varia no verão e no inverno. Durante a estação fria, ela “anda atrás do sol, porque queremos as casas mais quentes”. No verão, “faz exatamente o contrário”, isto é, “tem um alçado mais exposto, que acaba por fugir ao sol, para não termos de usar ar condicionado ou ventilação mecânica para arrefecer a casa”.

O júri do prémio escolheu a Casa Rotativa por unanimidade, considerando que os irmãos exploraram “de forma notável, a questão da relação do movimento com a arquitetura”. A cerimónia da entrega do prémio realizou-se no Museu da Água, em Lisboa. Contou com a presença do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do presidente da Ordem dos Arquitetos (OA), Gonçalo Byrne.