Dimension: Dilemma, novo e primeiro álbum dos Enhyphen, foi lançado no dia 12 de outubro e marcou o seu progressivo reconhecimento. O grupo demonstra um potencial cada vez maior e explora precisamente ambos os lados da sua fama. Um conjunto de ritmos, versos e sentimentos que nos trazem o entusiasmo e ao mesmo tempo a pressão de serem jovens bastante populares.

Este projeto inclui 8 faixas nas quais é possível perceber o contraste entre os dois mundos para estes ídolos, o lado positivo e o lado negativo da popularidade. Notamos uma diferença relativamente a músicas anteriores através da velocidade que colocam no ritmo e melodia. Surge, também, um novo ponto de vista mais maduro no que toca a escolhas e à maneira como estas nos afetam.

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O single “Tamed-Dash” aborda, portanto, a ideia do dilema de forma mais direta. O seu som demonstra um otimismo um pouco enganador que cativa à dança de uma coreografia. No entanto, a letra, que pode ser traduzida para “Sol escaldante, mostra-me o caminho / Minha bússola, por favor, não me deixes agora.”, evidencia a procura por estabilidade e um bom percurso nas suas carreiras.

Apesar de haver uma certa seriedade no sentido deste álbum, não deixa de ter um bom ritmo que se torna mais notável na música “Upper Side Dreamin”. Esta última tem um refrão incrível que, ouvindo uma vez, fica na nossa cabeça durante horas. Já “Just a Little Bit” foi inspirada no tipo de harmonia que as boys-bands dos anos 90 traziam e deu uma oportunidade aos Enhyphen de florescer falsetes em abundância.

“Go Big or Go Home”, apesar de ser uma das mais genéricas, foi outra marca de ritmo nesta obra musical. Surge assim uma explosão de sons inspirados no riff de “Show Me Love” de Robin S. e na produção de EDM ao estilo de Alan Walker. Ouvimos, com isto, uma batida elegante, mas também viciante, acrescentando mais personalidade aos ídolos, algo a que os fãs não estão acostumados.

Os jovens talentosos ficam mais ousados ao alastrar os seus limites e abranger um pouco mais de trabalho coletivo. Na faixa “Blockbuster”, Yeonjun participa e incorpora um pouco da sua própria paisagem do sonho pop. Apesar desta tentativa, o rap talvez funcionasse melhor na “Attention, please!”, atribuindo alguma autenticidade ao grupo através da energia adolescente presente.

Jake, Jay e Heesung fecham o álbum com “Interlude: Question”, em que se questionam sobre o rumo que a sua fama e percurso terão. Levam à ânsia dos seus fãs, mas também ao orgulho e admiração pelos ídolos que se transformam constantemente diante dos seus olhos.

“Depois vou chegar a outro lugar, a outro lugar / Mas onde será isso?”, versos traduzidos que nos levam a possíveis respostas. Um possível rumo com mais empenho em termos de originalidade, a composição das suas próprias letras, talvez, num futuro próximo, e possivelmente ver a contínua construção da ligação entre o artista e o ouvinte com a implementação de mais toques pessoais. É incerto.

Porém, algo é certo. Foi um primeiro álbum com bastante potencial e força, embora ainda muito embrionário. É cativante e leva o público a querer ver o futuro da banda e o caminho que irão seguir, adorando os jovens ídolos que expressaram fantasticamente o que pretendiam transmitir e contaram uma história realista das suas experiências enquanto artistas. Certamente irão tocar todos os que ouvirem este maravilhoso álbum e continuarão na sua jornada de sucesso.