O Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel estreou em 2001 e corresponde ao primeiro filme da adaptação cinematográfica da célebre trilogia O Senhor dos Anéis, da autoria de J. R. R. Tolkien. Repleto de magia e com um elenco de luxo, esta longa-metragem, bem como toda a trilogia, faz as delícias de todos os amantes de fantasia.

Tudo começa quando Bilbo Baggins decide deixar o seu precioso anel ao sobrinho, Frodo. No entanto, o que aparenta ser um simples anel dourado é na realidade o poderoso anel forjado nas fornalhas de Mordor e que pertence a Sauron – o Senhor do Mal. Embora tenha sido derrotado numa era passada, a essência de Sauron perdurou no anel, o qual tenta a todo o custo regressar ao mestre. Assim, Frodo é empurrado para o centro de uma desafiante jornada para destruir o anel, ou seja, derrotar o mal.

Três hobbits, um anão, um elfo, dois homens e um feiticeiro juntam-se ao jovem Frodo, formando a Irmandade do Anel. E, desta forma, começa uma longa viagem pela Terra Média e pelos seus perigos, que se estende pelos três filmes que compõem a trilogia.

Espadas, cavaleiros negros, encantações élficas e criaturas fantásticas enriquecem a narrativa de uma obra cinematográfica, que à semelhança de tantas, retrata a luta interminável do Bem contra o Mal. Apesar de explorar uma temática já tão gasta e repetida ao longo do tempo, A Irmandade do Anel fá-lo de uma forma completamente viciante. Por outro lado, representa, de uma forma idílica, a importância da humildade, simplicidade e, é claro, da amizade. Frodo é apenas um jovem hobbit e, contudo, é o único capaz de resistir à tentação do anel e de realizar a pesada missão de salvar a vida de todos.  Além disso, o filme aborda a promiscuidade, a covardia e a ganância do ser humano.

Porém, existem alguns pontos negativos a apontar. Entre eles, conta-se a falta de representatividade. Todas a personagens que aparecem em cena e que representam cada uma das nações da Terra Média são caucasianas. E, como se não bastasse, a própria irmandade é constituída exclusivamente por elementos masculinos. Compreende-se que o filme tem como base um livro publicado em 1954, uma época em que estas questões (infelizmente) não tinham o mesmo espaço que têm atualmente. No entanto, não deixa de ser uma adaptação, podendo (na minha perspetiva) libertar-se de uma visão tão exclusiva e elitista do mundo, mesmo que seja um mundo ficcionado.

No que diz respeito aos cenários e ao realismo dos elementos fantásticos, o filme deixa um pouco a desejar quando comparado com produções cinematográficas mais recentes. No entanto, é preciso ressaltar que uma longa-metragem com mais de 20 anos não pode ter, claramente, o mesmo trabalho de pós-produção que os filmes de 2021 e que, por isso, deve ser visionado tendo isto em consideração.

Por último, A Irmandade do Anel é claramente uma obra cinematográfica a não perder, convidando cada um dos espetadores a mergulhar na maravilha do imaginário fantástico da Terra Média. Contudo, não é um filme que funcione isoladamente, sendo necessário ver a trilogia completa para compreender toda a história da Irmandade do Anel.