Com eleições no dia 30 de janeiro, o Município de Braga confirma que vai adotar medidas para que toda a população tenha possibilidade de votar.

A Câmara Municipal de Braga aguarda declarações do Governo acerca da forma como vai decorrer o processo eleitoral para quem estiver impossibilitado de votar no dia 30 de janeiro. Apesar de estarem previstas eleições antecipadas no dia 23 de janeiro, o município bracarense afirma estar preparado para qualquer cenário, independentemente dos recursos que isso requere.

O presidente da câmara municipal, Ricardo Rio, garantiu ao Diário do Minho que, face aos contratempos causados pela pandemia, pretende aumentar as mesas de voto antecipado, bem como certificar a recolha dos boletins de pessoas que se encontrem em confinamento no dia de eleição. Aos que se dirijam às mesas de voto também vão ser asseguradas todas as medidas de segurança já em prática. No dia, vai haver um especial reforço das medidas, mantendo uma distância maior entre as secções de voto. De acordo com o dirigente autárquico, esta não será uma grande adaptação, no sentido em que os dois últimos momentos eleitorais já aconteceram nos mesmos moldes.

O voto antecipado vai ocorrer ao longo do dia 23 no Altice Forum Braga, no qual estarão abertas entre 50 e 60 mesas de voto – valor superior ao das presidenciais. Ricardo Rio considera desnecessário criar mais um ponto para voto antecipado, pois pode confundir os eleitores.

Na semana seguinte, os bracarenses devem dirigir-se aos locais de voto habituais distribuídos pelas freguesias. As pessoas que vão estar a trabalhar no local vão receber dentro de poucos dias a dose de reforço contra a Covid-19. Do mesmo modo, vão ser organizadas brigadas de recolha de boletins para quem se encontrar em isolamento profilático ou noutra condição que impeça a saída à rua, de modo a que toda a gente tenha igual possibilidade de exercer o direito ao voto.

O Governo está, de momento, a discutir a hipótese dos votantes em isolamento se deslocarem aos locais de voto. O presidente municipal sugere a criação de um “ponto de voto exclusivo”, de forma a evitar o cruzamento com a restante população.