Voto antecipado em mobilidade, em território nacional, pode ser efetuado no dia 23 de janeiro.

O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, anunciou, esta terça-feira, que vão ser duplicadas as mesas de voto antecipado em mobilidade. A medida vai ser imposta nas próximas legislativas, de modo a diminuir o impacto do aumento do número de casos de infeção por Covid-19.

A votação antecipada no estrangeiro vai estar disponível entre 18 e 20 de janeiro e, em todo o território nacional, no dia 23 de janeiro. Segundo dados fornecidos pelo Governo, vão ser constituídas 1.303 mesas de voto antecipado em mobilidade, “ou seja, mais 628 mesas que as constituídas para as Presidenciais de 2021, onde foram constituídas 675 mesas de voto antecipado”.

Em entrevista ao Público, Antero Luís afirma que é natural que existam mais pessoas a aderir ao voto em mobilidade dada a “recrudescência” da pandemia. Deste modo, é necessário “duplicar a capacidade em relação às presenciais”, explica. Antero Luís refere que esta medida vai permitir aos portugueses “dois dias de eleição: um no dia 23 e um no dia 30″, caso decidam inscrever-se no voto antecipado.

O secretário de Estado sublinha que, caso se justifique, o Governo pode “abrir mais mesas e levar mais votos aos sítios em que é necessário”. Em relação às pessoas que se encontrem em isolamento após o voto antecipado, “não se pode fazer nada”, pois estão em isolamento pela autoridade de saúde, reitera Antero Luís.

Da mesma forma, argumenta que “o contexto é incontrolável do ponto de vista da logística”. “O que nós cumprimos é efetivamente o que está na lei”, refere. Assim, “cabe à a administração eleitoral cumprir a lei e a Comissão Nacional de Eleições fiscalizar o cumprimento da lei”.

Na totalidade, as próximas legislativas preveem 15.124 mesas de voto, com “13.821 secções de voto no dia da eleição, no dia 30 de janeiro, e 1303 de voto antecipado em mobilidade no dia 23 de janeiro”.