Braga foi a segunda cidade da digressão da banda.

Na última sexta-feira, 5 de fevereiro, Capitão Fausto trouxe a Braga a nova digressão “Com licença, 2022”. A banda subiu ao palco do Theatro Circo, onde visitou a obra integral, com destaque para Gazela (2011), o álbum de estreia, que lembraram com carinho.

O concerto ficou marcado pelo estilo descontraído e calmo que transparecia. O baixista, Domingos Coimbra, expressou a felicidade que todos sentiam em voltar a atuar, sobretudo, naquela que é “a sala mais bonita do país”. Acompanhado de Tomás Wallenstein (vocalista), Salvador Sabra (baterista), Manuel Palha (guitarrista) e Francisco Ferreira (teclista), o grupo proporcionou um serão confortável a todos os presentes.

Durante o espetáculo, foram relembrando temas de diferentes pontos da carreira, com ênfase no álbum Gazela, que celebra o 10º aniversário de lançamento. Relativamente aos temas mais antigos, a banda confessou que chegou a cansar-se de determinadas canções. Consideraram-nas “irritantes”, outrora. Contudo, contaram que, hoje em dia, redescobriram algo nessas músicas e tocá-las para um público devolve-lhes uma sensação satisfatória.

Foram vários os momentos em que se destacou o instrumental, através da sintonia entre os diferentes sons. O público cantava juntamente com o quinteto, dançava – na medida do possível –, criando uma atmosfera envolvente e energética. Assim, o vocalista não poupou elogios à plateia. “Público efusivo”, como o descreveu, salientando o “sentido mais instintivo da dinâmica público-palco. É um sentimento especial”.

Numa fase final, Tomás Wallenstein agradeceu carinhosamente ao público pela presença e reforçou o quão “prazeroso” era voltar a atuar. “Uma nuvem de normal que já não sentia há muito tempo”, explicou. Capitão Fausto despediu-se, tendo direito a uma salva de palmas demorada e sentida.