O evento vai ter a duração de quatro dias e prevê diversas formações e workshops para os estudantes.

Na próxima segunda feira, dia 21 de fevereiro, arrancam as Jornadas de Engenharia Eletrónica Industrial e Computadores na academia minhota. Em conversa com o ComUM, Vítor Ribeiro, presidente do Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrónica Industrial e Computadores da UMinho (NEEEICUM), explica como surgiu o evento e como vai decorrer a edição deste ano.

A ideia das jornadas surgiu aquando da criação do núcleo e, segundo Vítor Ribeiro, “com o mesmo objetivo de ajudar e apoiar os estudantes”. Ao participarem, “os alunos têm oportunidade de ter um contacto mais direto com o mundo empresarial, além de várias formações e workshops que lhes podem trazer grande conhecimento para o futuro”.

O evento preocupa-se assim, não só em promover o contacto com o mercado, como também em desenvolver soft-skills relevantes. “As soft skills são temas pouco abordados ao longo do percurso académico. Normalmente os cursos focam-se mais nas hard-skills e em trazer conhecimentos da área. No entanto, coisas como saber realizar uma entrevista ou construir um currículo são relevantes”, afirma o organizador.

O programa do evento é extenso, no entanto, existem atividades em que as expectativas, de acordo com o presidente, são mais elevadas. No primeiro dia, vai haver uma atividade sobre blockchain e o seu futuro. “Contamos com a presença de vários oradores de ordem nacional e internacional, que vão mostrar e explicar um pouco a tecnologia”.

No segundo dia, a atenção vai estar sobre a feira de emprego, em que os estudantes vão poder apresentar-se diretamente às empresas. “Haverá também nesse dia um momento de speed-interview, em que as empresas simulam uma pequena entrevista com os alunos, preparando-os para a realidade futura”, acrescenta. No terceiro dia, o foco volta-se para o evento “A day in a life of an engineer” onde vai ser exposto o dia-a-dia de um profissional, com base em testemunhos de ex-alunos do curso. O quarto e último dia fica reservado para uma visita às empresas parceiras do evento.

No que diz respeito à organização do evento, o estudante mostra-se satisfeito por a edição deste ano poder novamente ser realizada de forma presencial, à semelhança de 2020. “Em regime online, perde-se muita da essência da feira de emprego e do contato direito com as empresas”, afirma.

Além disso, face a 2020, é evidente uma significativa evolução. “Em 2020 tínhamos apenas 12 empresas patrocinadoras, este ano contamos com 14”. Além disso, vai ser utilizada “uma aplicação móvel para substituir as credenciais, visando uma vertente sustentável do evento”, explica.

Vítor Ribeiro apela assim à presença de todos os estudantes, que “têm total dispensa das aulas para participar”. Durante o evento, terão a oportunidade de ter voz e “potenciar o contacto com aquelas empresas que de outra forma não contactariam, por exemplo, para um estágio”. Além disso, a exploração de temas não tão abordados no curso, como “palestras de gestão de carreira e de ideias de negócio”, é algo bastante vantajoso para os estudantes, enquanto futuros profissionais, esclarece.