Após cinco anos de espera, Red Hot Chilli Peppers, uma das bandas de rock alternativo com mais sucesso no mundo, voltam com o seu 12º álbum, Unlimited Love. Este álbum marca, também, o regresso do antigo guitarrista da banda, John Frusciante, após a saída de Josh Klinghoffer.

Frusciante esteve, nos últimos anos, focado na sua carreira a solo, bem como envolvido em projetos de outras bandas. Agora, regressa no mais recente álbum de Red Hot Chilli Peppers. Este LP soa, precisamente, a uma reunião já há muito desejada de todos os elementos da banda. Os icónicos Red Hot construíram alguns dos álbuns mais célebres de sempre, como Californication (1999), By the Way (2002) e Stadium Arcadium (2006).

Neste mais recente projeto, é notável uma energia nostálgica e um sentimento de verdadeira viagem no tempo. Com este sentimento, podemos destacar os temas “Black Summer”, “Here Ever After”, ou “She´s a Lover”. Estes, nem por um segundo, falham nos sons e ambiente a que a banda nos habituou ao longo dos anos.

A conexão de todos os elementos da banda torna-se ainda mais inegável em alguns temas específicos onde, de forma extremamente orgânica, cada um consegue brilhar individualmente. Por exemplo, no tema “Watchu Thinkin’”, o som e musicalidade do vocalista Anthony Kiedis continuam intactos e o guitarrista Frusciante encontra o seu espaço para sobressair. Já no tema “Aquatic Mouth Dance”, o baixista Flea determina o curso do som com o brilhantismo a que sempre nos habituou.

É seguro afirmar que, apesar de Unlimited Love ser uma composição coesa e bem trabalhada, certamente não chegará aos calcanhares de euforia de outros projetos da banda do final dos anos 90 e início dos anos 2000. No entanto, para fãs que acompanham a banda desde o início, é um álbum que, pelo regresso de Frusciante, tem um significado muito especial e simbólico. A paixão e química de todos os membros deixa-se sobressair, apesar de tanto tempo que passaram separados.

https://open.spotify.com/album/2ITVvrNiINKRiW7wA3w6w6?si=bk5ulgbLTbmFCGHGd-5lFw