A quinta edição tem como tema as “Esferas Políticas do Séc. XXI”.

O evento vai ter lugar no campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho) nos dias 19,20 e 21 de abril e vai estar aberto a toda comunidade académica. As jornadas vão contar com a presença de personalidades conhecidas no campo político, apresentando temáticas variadas atuais como a “Expansão da extrema-direita” e a “Política na Era Digital”.

Segundo Jacinta Sampaio, presidente do Núcleo de Estudantes de Ciência Política da Universidade do Minho (NECP), “as jornadas de ciência política tem obrigatoriamente que acontecer”. Estas representam a combinação “empírica dos quadros teóricos relacionados na Universidade do Minho”. “É algo que se insere numa perspetiva de legado, são o bilhete de identidade do núcleo dos alunos de ciência política”, argumenta.

O tema “Esferas Políticas do Séc. XXI” e os respetivos painéis foram escolhidos por se inserirem na sociedade de hoje.  São temas que “albergam as questões políticas atuais mais urgentes na área de análise, por exemplo a Expansão da extrema-direita e a Política na Era Digital”. É importante perceber “como estas se vão desdobrar tanto no panorama internacional como no europeu e nacional”, defende o membro do núcleo.

Vão ser também orquestradas outras atividades para os estudantes do curso “que não se querem focar tanto na área política”. As opções são o “Workshop de Filosofia Política” e o “Mundo da Investigação”. Estes “inserem-se no plano de estudos do curso”, principalmente para os estudantes de licenciatura e mestrado que queiram enveredar por estes caminhos, explica a estudante.

Por outro lado, os painéis “Expansão da extrema-direita”, “Política na Era Digital” e “Personalização da Política”, “vão ter mais enfoque na área de ciência política”. Assim, o objetivo deste ano é “organizar temas que representem bem os interesses dos estudantes, e que podem albergar” a pluralidade do curso. É também uma forma de “tirar novas soluções sobre o que querem no futuro”, tanto os estudantes do curso como os interessados da academia em ingressar pela via política.

Relativamente a anos anteriores, a presidente afirma que as jornadas são “uma continuidade dos últimos quatro anos” e portanto, vão tentar manter “o grau de responsabilidade”. Por vezes, na área de ciência política, tende-se a “fazer futurologia e esse é um dos erros da área: tentar adivinhar o futuro”, esquecendo o passado. Assim, e tendo em conta o desempenho desde o início do mandato, a presidente do NECP espera “uma adesão extremamente significativa com um impacto, não só nos professores que vão estar presentes” como de toda a comunidade académica.

Este ano o evento conta com presença de oradores “extremamente competentes, investigadores e politólogos nacionais de renome”. Segundo a presidente, os oradores “muitas vezes não têm oportunidade para estabelecer contato com os alunos”. Daí a procura por investigadores e convidados fora da academia minhota. Entre estes Edna Costa, Sofia Aureliano, João Pacheco, Alexandre Carvalho, Lucas Manucci, Miguel Rodrigues, Marco Lisi, Pedro Martins, Pedro Magalhães e Francisco Cuogo.

O NECP é um dos núcleos mais recentes da UMinho. Com apenas cinco anos, há a necessidade de “estabelecer uma continuidade”.