O diretor Hur Jin-ho apresentou ao público a 29 de setembro de 2001 mais uma das suas obras cinematográficas, One Fine Spring Day. Apesar de prometer conquistar muito a longa-metragem fica muito aquém das expectativas.

A história retratada é de um engenheiro sonoro, Sang-woo, e uma locutora de rádio, Eun-soo que se encontram durante a realização de um projeto de gravação de sons da natureza. O enredo desenvolve-se então a partir dessa relação, apresentando ao espectador um desenrolar extremamente lento da aproximação, paixão e declínio da mesma entre ambos.

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De um modo geral, todo o desenvolvimento da ação neste filme parece ser confuso, não havendo um fio condutor específico. Constantes avanços e recuos tornam-se cansativos e acabam por não conseguir captar a atenção do público que aguarda maiores desenvolvimentos. A natureza extremamente lenta da história que nos é apresentada revela-se uma surpresa negativa, incomodativa e desnecessária.

Tendo de apontar os pontos fortes desta produção, o destaque vai, sem margem para dúvidas, para a qualidade estética das cenas. Os planos parecem querer muitas vezes comunicar e apelar o espectador mais do que o próprio enredo.

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Quanto ao elenco, não atribuo destaque para nenhum dos atores devido ao facto da ação do filme não permitir que estes se revelem de modo algum. Todos eles se encontram demasiado presos à representação da história inconstante, não inovando.

De um modo geral, o que menos me agradou toma um peso superior aos escassos pontos fortes, refletindo-se assim na minha visão negativa sobre One Fine Spring Day. As expectativas eram extremamente altas pelo pouco que tinha ouvido sobre o filme e o quão parece ser adorado por muitos.