Ser mãe é mais do que realizar um parto e colocar no mundo uma criança que vai continuar a linhagem de uma família. Ser mãe é amar, respeitar, educar e garantir que os filhos têm um futuro resplandecente. Com o intuito de homenagear esta figura tão importante na vida do Ser Humano, o ComUM redigiu uma lista com as mães mais emblemáticas do Cinema e da Televisão.

Maria von Trapp, Música no Coração (1965)A obra cinematográfica Música No Coração conta a história, inspirada na biografia da família Von Trapp, de um capitão da marinha que se encontra à procura de uma governanta para tomar conta das suas sete crianças – Liesl, Friedrich, Louisa, Kurt, Brigitta, Marta e Gretl. A noviça Maria von Trapp é a contratada e, como “a família não se escolhe”, aos poucos, acaba por se transformar numa mãe para a família. Por entre outros papéis, enquanto cuidadora, Maria von Trapp espelha a importância de uma figura materna no desenvolvimento infantil. Apesar de ser um tópico de difícil abordagem, fá-lo com a maior das simplicidades, com, efetivamente, música do e no coração. (Título Original: The Sound of Music)

 

June George, Giras e Terríveis (2004) – A Senhora George não corresponde, exatamente, à mãe perfeita e isso reflete-se na personalidade de Regina George, levando o espectador que tipo de educação esta levou. No entanto, as caricatas ações que George realiza em prol da filha, ainda que questionáveis demonstram o seu certo “quê” de amor e dedicação. Quando diz ser “uma mãe fixe”, a Senhora George relembra-nos que para se ser uma mãe não é obrigatório ser séria ou autoritária. O mais importante reside na dedicação e no amor. (Título Original: Mean Girls)

 

Helena Pêra, The Incredibles: Os Super-Heróis (2004) – Helena Pêra, a deuteragonista do filme The Incredibles: Os Super-Heróis, passa, rapidamente, de personagem principal secundária para protagonista, no que toca à maternidade. A mãe de Violeta, Flecha e Zezé, não poderia ter um nome de super-heroína mais adequado, a Mulher-Elástica. Fora a sua habilidade para mudar de forma e de tamanho, a personagem apresenta, também, uma elasticidade tal, que lhe permite desdobrar-se por entre os afazeres quotidianos, o cuidado para com os seus filhos e a sua profissão. Demonstra, assim, que a maternidade não define as mulheres e não é um fim em si mesma. (Título Original: The Incredibles)

 

Joyce Byers, Stranger Things (2016 – ) – Joyce Byers é a mãe galinha no seu nível máximo. Monstros e realidades alternativas não são impeditivos para que Joyce tente encontrar o seu filho. Mesmo depois de ter sido confrontada com o cadáver (falso) do seu filho Will, não desiste e mantém-se fiel à sua intuição. Assim, Joyce Byers é um exemplo de resiliência e do poder do amor de mãe. Mesmo depois de ter encontrado Will, foi incansável a tentar perceber a origem das visões que o assombravam. (Título Original: Stranger Things)

 

Jean Milburn, Sex Education (2019 – ) – Completamente fora do convencional é a melhor forma de descrever Jean Milburn. Mãe divorciada de um adolescente (Otis) e terapeuta sexual de profissão, Jean mostra-nos uma forma de educar sem tabus. Não há vergonha, nem silêncios constrangedores, apenas diálogo aberto e sério sobre questões que rigorosamente toda a gente passa e que estupidamente continuam a ser vistas como tabus e coisas obscenas. No entanto, mesmo que tenha as melhores intenções, a sua constante necessidade de ajudar Otis leva-a a ser um pouco intrusiva na vida pessoal do filho. (Título Original: Sex Education)

 

Laurel Lightfoot, Bora Lá (2020) – Bora Lá conta a história de dois irmãos, Barley e Ian, que partem numa aventura em busca de uma forma para se reencontrarem com o falecido pai. Através de Laurel Lightfoot, mãe viúva do duo protagonista, a produção cinematográfica explora o luto pela perda de um marido, de um pai, e a dificuldade de uma mãe solteira criar os filhos sozinha. Apesar das possíveis adversidades, Laurel Lightfoot está sempre disposta em abandonar o confortável e a transformar-se numa autêntica guerreira para proteger os seus filhos. (Título Original: Onward)

 

DR

Cheon Seojin, The Penthouse: War in Life (2020 – 2021) – Seojin não é propriamente um amor de pessoa e, ao longo das três temporadas, a personagem tem a audácia de fazer coisas bastante questionáveis que podem destruir a vida de imensas pessoas. No entanto, o amor que sente pela sua filha, Eunbyeol, é inquestionável e esta mãe está disposta a fazer o que for necessário para que a sua filha seja bem-sucedida. Claramente, a protagonista falha em vários aspetos com a filha, porém o amor e a dedicação estão lá e é isso que faz mover Seojin. (Título Original: Penteuhauseu)

 

DR

Shim Suryeon, The Penthouse: War in Life (2020 – 2021) – Enquanto Seojin se assume como a principal antagonista da série, Suryeon apresenta-se completamente ao contrário. Gentil, preocupada e sempre a pensar o melhor das pessoas, a protagonista dedica-se imensamente aos filhos e ao marido. Aliás, podemos afirmar que a vida da mesma gira em torno dos seus descendentes. Ao contrário de Seojin, Suryeon é moralmente correta e não tem medo de punir os filhos pelo que estes fizeram de errado. (Título Original: Penteuhauseu)

 

Princesa Diana, Spencer (2021) – Conhecida como princesa, Diana foi muito mais do que um membro da realeza. E Spencer arrisca-se a entrar nas profundezas da alma de Diana Spencer (ou pelo menos, tenta). Ainda que o filme tenha um cunho muito pessoal, é de salientar o quão importante Harry e William são para a princesa, daí que estes sejam a principal força de Diana. Respetivamente, a protagonista dá tudo de si para que “as suas crias” sejam felizes. (Título Original: Spencer)

 

Mãe, Belfast (2021) – Sem um nome em concreto, Caitriona Bolfe interpreta a mãe de Buddy em Belfast. Enquanto a cidade da Irlanda do Norte é aterrorizada por conflitos entre católicos e protestantes, a mãe do protagonista preocupa-se extremamente com as implicações da turbulência na vida do filho. A par disso, as dificuldades económicas da família assustam-na e levam-na a fazer tudo o que pode para segurar o lar e garantir uma infância feliz para Buddy. (Título Original: Belfast)

 

Artigo por Bruna Sousa, João da Silva e Joana Oliveira