Esta sexta-feira, dia 26 de agosto, celebra-se o Dia Mundial do Cão. A data simboliza não só a importância para a consciencialização dos direitos dos cães, como de toda a espécie animal. Atualmente, os animais desempenham não só um papel importante no tratamento de problemas psiquiátricos, mas também afetivos. Para assinalar este dia, o ComUM reuniu destaques do mundo literário, cinematográfico e musical, que captam a essência da relação humana com os seus animais.
Literatura
Flush, de Virgínia Woolf (1933) – A biografia da poetisa inglesa Elizabeth Barrett Browning é narrada pelo seu cão, Flush, num misto de ficção e não-ficção. O olhar atento do cocker spaniel permite a formação de uma imagem mental da sociedade do século passado. Assim, muito mais do que relatar os acontecimentos da sua vida, a obra tem como intuito criticar as convenções sociais da aristocracia inglesa do século XX. Contudo, em nada anula o cariz emocional da obra literária. Ao lado da poetisa, Flush vai partilhar um amor incondicional, em momentos de grande ternura e afeto. (Título Original: Flush)
Juntos para Sempre, de W. Bruce Cameron (2010) – Publicado em 2010, Juntos Para Sempre, de W. Bruce Cameron relata a história de um pequeno cão com uma particularidade: renasce várias vezes, tentando encontrar o seu propósito no mundo. Uma obra emocionante que propõe uma reflexão ao sentido da vida de cada um e relata a relação inquebrável entre o ser humano e pequenos seres de quatro patas. (Título Original: A Dog’s Purpose)
O Homicídio Perfeito: Um Guia para Boas Raparigas, de Holly Jackson (2019) – Um dos livros de mistério mais queridos pelos fãs de “YA”, O Homicídio Perfeito: um Guia para Boas Raparigas acompanha Pip na investigação de um assassinato que a consome há anos. Porém, como poderia esta fazer um bom trabalho sem o apoio do seu cão, Barney? A autora, Holly Jackson, recorre ao animal para trazer o equilíbrio perfeito à obra. O trabalho que a protagonista realiza é perigoso, causando tensão, tanto em si como nos leitores. Porém, Barney consegue sempre acalmá-la e trazer momentos mais amorosos. Esta relação transmite o companheirismo, tão típico do melhor amigo do Homem. (Título Original: A Good Girl’s Guide to Murder)
Cinema
O Lendário Cão Guerreiro (2022) – Este ano, a Paramount Pictures voltou a presentear os espectadores com mais um protagonista canino. Hank, um cão de caça azarado, fica responsável por proteger uma vila de gatos, a Kakamucho, do implacável Ika Chu. Por entre preconceitos, que permitem explorar os típicos porquês de uma espécie ser ou não melhor do que a outra, Hank acaba por se tornar num autêntico samurai. (Título Original: Paws of Fury: The Legend of Hank)
Marley & Eu (2008) – Se existe uma história que se enquadra na perfeição neste este dia em que se celebra o melhor amigo do homem essa é, sem dúvida, a do pequeno labrador. Em Marley e Eu acompanhamos Marley e os seus donos que lutam para manter uma vida estável. Após a chegada do pequeno furacão, tudo muda na casa dos Grogan. O pequeno canídeo revela-se uma fonte de inspiração para John, que se compromete a escrever as suas aventuras. O filme coloca-nos na vida deste casal e do seu animal de estimação, vivemos as angústias e os momentos de felicidade que contam com Marley, tanto para roer os móveis como para confortá-los nos momentos de maior dificuldade. E claro, desafio qualquer pessoa a chegar ao final desta história e não derramar pelo menos uma lágrima. (Título Original: Marley & Me)
Inspetor Max (2003 – 2019) – A série televisiva portuguesa Inspetor Max teve um grande sucesso durante vários anos. Conta-nos a história de um cão, o Max, que ajuda os inspetores da Polícia Judiciária a desvendar numerosos crimes. A série é bastante interessante na medida em que mostra as coisas fantásticas que um animal consegue fazer, neste caso, desvendar crimes. No entanto também existem aspetos negativos a ressaltar. Nota-se, claramente, a repetição dos episódios o que fez com que a série se tornasse redundante uma vez que foi passada na televisão durante largos anos. (Título Original: Inspetor Max)
Papuça e Dentuça (1981) – O clássico perdido da Disney passou ao lado da infância de muitos. Ainda assim, carrega uma premissa de grande relevância. Baseado na obra de nome idêntico, o filme percorre com o expectador o amadurecimento de dois inseparáveis amigos de infância: uma raposa, com o nome de Dentuça, e um cão de caça, o Papuça. Contrariando a sua previamente estabelecida relação como inimigos naturais, ambos os personagens interagem sem qualquer maldade ou preconceito face às suas diferenças. Apresentam-nos várias cenas, tanto divertidas como trágicas, como a intolerância é contruída e ensinada. Face a este tema, a metáfora do cão e da raposa lançada é notável, e por isso, este filme é uma ótima opção para quem se permite expor a esse tipo de temáticas. Como bónus, são apresentadas personagens fofíssimos que a antiga animação 2D da Disney nos fornecera. (Título Original: The Fox and the Hound).
Lassie (1994) – A família de Matt (Tom Guiry) decide mudar-se para uma casa no campo após a morte trágica da sua mãe. O adolescente angustiado, que gosta de pouco mais que o seu skate e ouvir heavy metal, vê-se incomodado com a intrusa que conhece a caminho da nova moradia. Lassie, assim apelidada pela sua irmã Jennifer, faz de tudo para ser acolhida pela família que, após grande insistência, acaba por ceder. Uma aventura enternecedora sobre amor e superação começa então para a família Turner que, mesmo com grandes adversidades, tem um novo elemento extremamente adorável sempre pronto para os alegrar. (Título Original: Lassie).
Música
Cheerleader, de OMI (2014) – Quantas vezes chegou a casa e a receção calorosa do seu animal lhe deu um boost de energia? Se sente o seu animal é o seu líder de torcida então esta é a música indicada para adicionar à sua playlist. A sua batida energética, e a sua riqueza instrumental revertem para o sentimento de felicidade. Assim como este instrumental, também os animais trazem novos desafios e surpresas, acompanhando os seus donos em cada passo do seu caminho.
Count On Me, de Bruno Mars (2010) – Lançado em 2010, a sua lírica aborda a lealdade e o carinho envolvidos numa relação de verdadeira amizade. “Se algum dia te encontrares perdido no escuro e não puderes ver/Eu serei a luz que te guia”, um verso que sintetiza o amor canino. Se há algo que pode contar é que este animal estará sempre ao seu lado, com um sorriso que irá iluminar o seu dia. Todo este sentimento é encapsulado nesta mixagem tropical, decorada com acordes exuberantes de guitarra acústica, tornando-a uma faixa imprescindível para este dia tão especial.
You’ve Got a Friend in Me, de Randy Newman (1999) – Nomeada para a Melhor Canção Original dos Óscares e para o Globo de Ouro como Melhor Canção Original, “You’ve Got a Friend in Me”, tornou se conhecida pela sua aparição no filme da Disney “Toy Story “(1995) até “Toy Story 4” (2019). Esta canção foi utilizada de forma temática para estabelecer momentos dramáticos. Em Toy Story 2 (1999), ao som de “You’ve Got a Friend in Me” o cachorro Woddy, percebe que o seu papel como brinquedo é estar ao lado da sua criança. Exatamente o mesmo espírito que move os animais para os seus donos. Assim, esta canção capta o verdadeiro significado que os animais têm na vida têm na vida dos seres humanos, sendo um must have nesta lista.
Friends Will Be friends, de Queen (1986) – Lançada a mais de duas décadas, vai além de uma música de amizade. Envolvida em riffs de guitarra crescentes, transmite um sentimento positivo, numa melodia e lírica melancólica. Não é apenas a simplicidade dos versos que torna esta faixa especial, mas também o contraste entre um relato de disforia e o conforto de um ombro amigo. Por vezes o papel dos animais vai além da companhia, são um motor para superar as adversidades é é essa mensagem que é transmitida nesta faixa desconcertante.
Cracker Jack, de Dolly Parton (1974) – Quem já viveu momentos de encanto e diversão com os leais amigos cães? Muitos, com certeza, e Dolly Parton decidiu compor toda uma música dedicada ao seu melhor amigo de infância, Cracker Jack. Envolvida em melodias Country, a folia da guitarra mistura-se com a doçura agitada da voz desta artista norte-americana. Dolly conta a história do companheiro que acolheu perto da sua rua e celebra, em modo de lembrança, o amor incondicional e as aventuras vividas juntos. Autora dos temas multiplatinados “Jolene” (1973) e “9 To 5” (1980), “Cracker Jack” pode não ser a música de maior sucesso desta lenda viva, de agora 76 anos, mas abraça o sentimento real e genuíno dos cães pelos donos.
Artigo por: Beatriz Teixeira, Bruna Sousa, Catarina Magalhães, Isa Dias, Lara Inês Freitas, Lara Oliveira, Luciana Matos, José Luís Vale, Maria Mirra Gonçalves Raquel Rodrigues





