A cinco de agosto estreou a nova produção sul-coreana da Netflix, Carter. O filme, apesar de ter um enredo repetitivo, é de extrema qualidade cinematográfica, sendo capaz de retratar com perfeição cada situação e acontecimento.

Carter Lee acorda sem saber onde está ou o que está ali a fazer. Contudo, rapidamente passa a ser guiado por uma voz no seu ouvido. Seguindo as ordens que lhe são dadas, o protagonista ingressa numa série de aventuras das quais desconhece o propósito e fim em plena situação pandémica.

Começando a julgar pelos aspetos mais gerais, acredito que a narrativa não traz novidade à indústria cinematográfica coreana. Nos últimos três anos, as temáticas dos novos projetos parecem bastante parecidas. Baseando-se em pandemias mortíferas que tornam as pessoas em espécies de zombies, os filmes acabam por se tornar redundantes para aqueles que esperam distinção. No caso de Carter não foi diferente.

Apesar de ser um tema frequente, as duas horas de filme são bastante bem aproveitadas, explorando ao máximo a história de Lee. Os enigmas que são levantados logo desde o início, como a razão da perda de memória da personagem principal, são apenas resolvidos nos momentos finais da trama, aumentando assim todo o suspense.

Para além disso, outro aspeto que joga a favor da produção é toda a adrenalina que transmite e provoca ao público com as constantes cenas de ação bem filmadas e os mais diversos planos cinematográficos. O trabalho da direção do filme parece extremamente detalhado e bem pensado, tal como com a escolha do elenco que compõe a equipa de Carter.

Assim, é possível afirmar que o filme sul-coreano não ficou atrás de outros grandes lançamentos deste ano na Netflix. Carter, apesar de ter uma temática já bastante utilizada, é intenso e surpreendente a cada instante, sendo isso o que o torna mais especial e único.