O evento deu palco aos grupos culturais minhotos.

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) organizou esta quarta-feira, dia 30 de novembro, a Récita Primeiro de Dezembro. O evento, que levou ao palco do Theatro Circo os grupos culturais da academia minhota, visa homenagear os heróis da Restauração da Independência de 1640.

A Tun’ao Minho, tuna académica feminina da Universidade do Minho, abriu o espetáculo dando início à comemoração da efeméride. Presenteou o público com três canções, duas delas originais. Deusa do Norte é uma ode às mulheres nortenhas e à força que estas representam, contou a porta-voz. Despediram-se com as Trovas de Amor, a imagem de marca do grupo.

Também Os Jogralhos, grupo de jograis universitários do Minho, marcaram presença nesta edição da Récita. Apresentaram diferentes episódios de paródias cheias de ironia e sarcasmo, sob o tema de Deus e a criação do mundo em sete dias. Ao mesmo tempo, o discurso serviu de crítica a diferentes assuntos da esfera pública atual.

Seguiu-se a vez do dueto do Grupo Folclórico da Universidade do Minho com o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho, o mais antigo da academia. Trajados a rigor, lembraram as tradições minhotas com as músicas Loureiro e Diabo do Velho, recolhidas do cancioneiro da região. Terminaram com a dança de duas modas, em quadra e em roda, que foram acompanhadas pelas palmas ritmadas da plateia.

A Ordem Profética da Universidade do Minho (Opum Dei) distinguiu-se das restantes atuações pelo caráter paródico e satírico. Recorrendo ao sarcasmo, o grupo teceu críticas aos serviços académicos, à gestão das residências universitárias e atribuição de bolsas de estudo. Os jovens retrataram, portanto, uma geração afetada pela inflação e pela crise.

O espetáculo prosseguiu com o par do Coro Académico da Universidade do Minho (CAUM) com a Afonsina, a tuna de Engenharia da UMinho. O CAUM começou por cantar O Pastor, seguido do tema Perdoei da Afonsina, acompanhado da performance com os estandartes.

Os Bomboémia, grupo de percussão, partilharam o palco com a Tuna Universitária do Minho (TUM), tuna masculina da academia. Juntos viajaram pelas tradições do país, desde a chula até ao tema Ceifeira Linda Ceifeira. O dueto surpreendeu a audiência quando os elementos de cada grupo trocaram os bombos pelas pandeiretas e vice-versa.

Seguiu-se a Literatuna, tuna de letras da Universidade do Minho, a quem se juntou a iPUM, associação de percussão e gaitas de fole universitária do Minho. Os dois grupos, que partilham os tons de azul, revisitaram a segunda língua oficial portuguesa, o mirandês. Para tal, complementaram a sonoridade com uma dança característica da zona de Miranda do Douro.

A Azeituna e a Tun’Obebes, tuna feminina de Engenharia da Universidade do Minho, subiram de seguida ao palco. A boa disposição juntou-se à fusão entre os diferentes instrumentos de ambos os grupos, assim como ao jogo de estandartes.

Quase a chegar ao fim, foi a vez da Tuna de Medicina da Universidade do Minho (TMUM) iluminar a sala ao lado da Sina, grupo de Fados da AAUM, que se estreou na Récita. O destaque vai para, por um lado, a performance das pandeiretas e dos estandartes da TMUM com o tema Vinho do Porto. Por outro, para a solista da Sina, que encheu a sala com a sua voz numa versão adaptada do fado Maria, acompanhada de instrumentos como o bandolim e a guitarra portuguesa.

Para encerrar, a Gatuna e a Augustuna presentearam o público com Loucura, fazendo alusão ao amor. Prosseguiram com um original da Gatuna dedicado à cidade de Braga, intitulado de Braguesa e despediram-se com o tema Mulher de Armas.