A cidade berço é o palco de diferentes artes performativas durante os primeiros meses de 2023.

A Oficina divulgou a programação para o primeiro quadrimestre de 2023, que inclui o desejo de dar vida às artes performativa, visuais e tradicionais. Os espetáculos, que resumem o trabalho da instituição cultural, vão ser distribuídos por diversas casas culturais vimaranenses, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG), a Loja Oficina (LO), o Espaço Oficina (EO), e ainda o Teatro Jordão (TJ).

No Centro Cultural Vila Flor destaca-se Westway Lab, um festival colaborativo e experimental, onde a criatividade é estimulada, em abril, entre os dias 12 e 15. Uma colaboração com o Teatro Nacional D. Maria II, “Odisseia Nacional” também é destaque no CCFV. O programa decorre entre os dias 30 de março e 1 de abril e inclui a apresentação de “Hopeless”, além de encontros, palestras, debates e um espetáculo.

O CCVF não esquece a cultura contemporânea portuguesa e acolhe dois prodígios, Maria Laginha e Pedro Burmster, no dia 21 de janeiro. Fevereiro marca-se pela dupla apresentação do espetáculo “Zoo Story” de Marco Paiva, nos dias 24 e 25. O terceiro mês do ano recebe “Ensaio de orquestra” de Tónan Quito” inspirado num filme de Federico Fellini apresentado por Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, “O corpo clandestino” de Vitor Hugo, um consagrado coreógrafo vimaranense.  Em abril, o Centro Cultural Vila Flor assinala o Dia Mundial da Dança e recebe “Orpheu”, uma ópera dançada de Pedro Ramos que se interliga com obra literária mitológica de Ovídio.

No Centro de Criação de Candoso “as artes performativas também se fazem sentir”. Segundo a organização, este é um espaço incontornável da nova criação de artes performativas em Portugal, dando lugar a projetos na dança, música e teatro, ao comando de Alice Azevedo, a dupla Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristóvão na criação da peça “Onde está o Relâmpago que Vos Lamberá as Vossas Labaredas”, Tita Maravilha. O CCC conta ainda com a reunião de músicos estrangeiros e portugueses a propósito do Westway LAB.

O CIAJG vai “explorar os sentidos daquilo que é próximo e longínquo”, afirma Marta Mestre, diretora artística do CIAJG e Artes Visuais d’A Oficina. Em fevereiro é lançada a publicação do CIAJG, que combina as exposições “Heteróclitos: 1128 objetos”, “Sara Ramo, Atirando Pedras” e “Língua do Monstro”. O próximo ciclo de exposições na casa cultural conta com a presença de Artur Barrio que traz uma simbiose de culturas portuguesa, brasileira e africana

No Palácio Vila Flor está em exposição “O verdadeiro lado da manta, de Sara & André” com fim a 4 de março. “A prática do infinito pela leitura”, substitui a primeira, com inauguração agendada para 25 de março. A Casa da Memória de Guimarães acolhe diversos artistas e artesãos, inaugurando “A Casa Acolhe” com distintas temáticas.