13 é um álbum fantástico, com estruturas musicais que fazem relembrar as origens do Heavy Metal com riffs e ritmos personalizados. Este ano o projeto faz 10 anos, tendo vendido cerca de 155 mil cópias nos Estados Unidos da América.

Rolling Stone
O álbum de 2013 é o nono da discografia da banda, que está no ativo desde 1968. O elenco que participou no álbum não é o original que criou o coletivo, tendo sido recrutado Brad Wilk dos Rage Against the Machine para a bateria.
Numa entrevista à New Musical Express (NME), o baixista Geezer Butler explicou o porquê da escolha de 13 para o álbum. “Originalmente a discográfica queria que fizéssemos 13 músicas para que tivéssemos escolha. Nós chegamos a dez e foi ok, é isto, não vamos escrever mais, mas eles disseram que queriam 13, portanto nós decidimos chamar ao álbum 13 só para os irritar”.
E não se ficaram por 13 nem 10, foram 11 que apareceram na tracklist final com “Pariah” a ocupar a posição 11. O início é lento, mas assim que o riff de guitarra que acompanha maior parte da música entra é espaço aberto para os vocais de Ozzy Osborne.
O sentimento de ser uma “Pariah”, um deslocado da sociedade, está presente na faixa “Loner”, em que Ozzy canta sobre alguém que é “amigo de ninguém” e “não tem nenhum sítio para ir”. A única música da banda que foge ao esquema melódico mais “pesado” é “Zeltgeist”, uma balada que parece falar do suicídio de um homem que pretende que seja reconhecido na terra. “Peace of mind” também entra na mesma dimensão do indivíduo, a mais sombria, encontrando o cantor a pedir “paz” e a tentar procurar melhores condições de vida. Mas isso é complicado porque ele, de acordo com a “Damaged Soul”, “nasceu num cemitério” e está possuído por um demónio.
Adicionalmente, são tocados temas relacionados com religião em “God Is Dead?”, que segundo Geezer é sobre um “fanático religioso” que recebeu a notícia de que Deus tinha morrido. Pergunta no refrão “The voices echo in my head/ Is God Alive or is God Dead?” e em “Dear Father” que fala, segundo o baixista, de “um pedófilo católico”.
O álbum marca o regresso da banda às ondas sonoras com algo que lhes é muito familiar e reconhecido como criadores de: o heavy metal. Durante a experiência do álbum consegue-se embrulhar na lírica de Ozzy e de Geezer e nos riffs e solos de Tommi Iommi. A mudança de ritmo das músicas faz com que não haja momentos de aborrecimento, nem espaço para escapar dos sons criados.
Álbum: 13
Artista: Black Sabbath
Editora: Vertigo
Data de Lançamento:10 de Junho de 2013


