A greve da Função Pública, convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, decorre hoje.

Alguns hospitais encontram-se com a prestação de serviços mínimos e diferentes estabelecimentos de ensino contam com as suas atividades encerradas. A greve da função pública convocada pelos sindicatos tem como principal objetivo exigir que o Governo vá além do que foi apresentado nas propostas de Orçamento do Estado para o ano de 2024.

As manifestações pretendem também reivindicar a maior valorização salarial e de carreiras, além de revogar o sistema de avaliação e o reforço de serviços públicos. Raquel Gallego, membro do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, espera uma “grande adesão” à greve em diferentes setores da administração pública. “Contamos com muitas escolas e centros de saúde fechados” e consultas que correm o risco de serem adiadas, tendo em vista a falta de profissionais, mencionou.

Raquel Gallego destaca as suas expectativas de um grande apoio dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) ao movimento, a antecipar também paralisações nas escolas. A membro do sindicato destaca também a exaustão dos profissionais de saúde, uma vez que muitos “trabalham há anos para além da carga horária contratualizada”, destacou.

As alterações constantes de horários de trabalho também são fatores que acabam por contribuir para o esgotamento dos profissionais. O grupo de trabalhadores do setor público é, muitas vezes, prejudicado na sua “vida pessoal em prol da saúde da população”, sendo necessário um maior “respeito” por estas profissões, assinalou Raquel Gallego.