A história bem conhecida de Antoine de Saint-Exupéry foi novamente adaptada para os palcos, desta vez com um toque de música.

Foi no passado dia 8 de outubro que se estreou o espetáculo “O Principezinho – Musical”, no Theatro Gil Vicente, em Barcelos. O evento promovido pela Câmara Municipal contou com a sala cheia para assistir ao reconto desta história familiar.

Poucos minutos antes do início do espetáculo, as portas da sala foram fechadas e todas as cadeiras do público estavam preenchidas. Entre a audiência, destacaram-se as inúmeras caras miúdas, mas também algumas graúdas, quer fosse a acompanhar os mais novos ou simplesmente para desfrutar (mais uma vez, provavelmente) da beleza desta história.

As luzes da sala apagaram-se e a cortina subiu, dando início à apresentação. Apesar de ser um texto muito bem conhecido, que conta já com inúmeras adaptações, esta versão deu-lhe um toque de modernidade, sem perder a essência do original. Esta pequena alteração tornou a peça mais cativante para os mais pequenos, que ficaram vidrados no palco desde o início. Destacam-se as referências a redes sociais, a empresas de fast-food, e até a carreira de youtuber de uma das personagens.

Ora, tratando-se de um musical, há um elemento-chave que não pode faltar: a música. Cada canção tinha uma letra original que compactuava com esta versão da história, mas o seu ritmo era de músicas bem conhecidas, tal como Mambo No. 5 (A Little Bit Of…) de Lou Bega, ou Bailando de Enrique Iglesias, o que contribuiu ainda mais para o envolvimento do público na peça. Cada número foi acompanhado por dança, certas vezes contemporânea, outras vezes hip-hop.

Para além da rica performance, os adereços complementares à atuação foram também elemento de destaque e conversa entre os presentes, devido ao seu detalhe. Desde o impressionante figurino 3D da Flor à avioneta de cartão pousada no palco, sem esquecer os adereços usados pelos bailarinos, alusivos a cada cena (coroas, notas, fatos de pizza…), tudo isto contribuiu para prender a atenção do público e despertar neste as emoções pretendidas.

Ao longo da peça, foi possível ouvir risos, suspiros e vários comoventes “ohhh’s” vindos da plateia. No fim, a mensagem do Principezinho tinha tocado em cada um dos presentes, não podendo faltar a mais emblemática frase “o essencial é invisível aos olhos”. Seguiu-se um emocionante número de dança contemporânea que levou o espetáculo à sua conclusão.

À saída, com os olhos a brilhar, o público teve a oportunidade de tirar fotografias com os membros do elenco, tendo os mais novos a aproveitado timidamente. Assim, foi concretizada mais uma adaptação de “O Principezinho”, onde se desenhou mais uma ovelha e se voltou a olhar com o coração.