A peça dirige-se ao público infantil num lugar de aprendizagem propício ao pensamento crítico.

A “vontade de abordar as questões da justiça e da injustiça junto dos mais novos” é o mote de “Uma ideia de Justiça”. Recebida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), dia 28 deste mês, a iniciativa promove reflexões acerca da “diversidade, a escolha, a igualdade e a liberdade, integrando a língua gestual portuguesa e a audiodescrição, que permitem uma maior proximidade a públicos diversos”.

A peça traz uma abordagem inclusiva: uma mesa no centro e cadeiras dispostas onde se sentam “os que têm pernas compridas, os que não conseguem estar quietos, os que vêm sempre e os que não costumam ser convidados”. As diferentes reflexões que se sugerem começam com interrogações desenvolvidas pelos atores da performance.

“Uma ideia de Justiça” procura responder às palavras de Sophia de Mello Breyner na sua “Arte Poética III”: “quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo”. Coproduzido pelo Teatro do Bolhão, o Teatro Aveirense, A Oficina e o Teatro Nacional São João a peça tem início pelas 16h para crianças e as suas famílias.

Os bilhetes têm o custo de 2 euros disponíveis para aquisição online em aoficina.pt ou presencialmente nas bilheteiras dos espaços geridos pel’A Oficina como o CIAJG, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) ou a Loja Oficina (LO). A iniciativa tem também sessões a serem dinamizadas com as escolas da cidade berço entre 25 e 31 de outubro bem como uma formação para pais e professores desenvolvida por Cristiana Castro.