Lançado a 27 de setembro de 2013, Pure Heroine é o álbum de estreia da cantora e compositora Lorde. Com apenas 17 anos, a artista neozelandesa certamente marcou a sua presença no panorama musical. Introduzindo uma vertente do pop diferenciada e um estilo próprio incapaz de ser reproduzido por qualquer outro artista.
Através da voz dinâmica e crua de Lorde, Pure Heroine é uma obra de arte que prende todos aqueles que o ouvem com as suas letras profundas e substanciais. Demonstram uma consciência social e espírito crítico pouco comum para alguém de tão tenra idade. Todas as canções têm significado e expressam, através de uma impactante vulnerabilidade, a realidade de ser adolescente. O álbum conta com um aglomerado de 10 músicas, das quais se destacam “Royals”, “Ribs”, “Buzzcut Season” e “Team”.
A faixa “Royals” marcou a ascensão de Lorde à fama, sendo, até hoje, a sua música mais conhecida pelo público. Expressa o descontentamento da artista no que toca ao estilo de vida materialista e híper consumista vendido pela indústria da música e pelos media. Assim sendo, Lorde mostra-se orgulhosa das suas raízes humildes, não precisando de viver uma vida de luxo para ser feliz. Royals concedeu dois Grammys à artista, um de Música do Ano e um de Melhor Performance Solo de Pop.
“Ribs” é sobre a ânsia de voltar aos tempos mágicos da infância, quando a vida era simples, inocente e feliz. A letra demonstra o vazio que se sente ao longo da passagem para a vida adulta. Expressando que crescer não é um mar de rosas, mas sim algo que, para a compositora, consegue ser stressante, solitário e assustador. Para muitos, a música desperta sentimentos nostálgicos, já que aborda emoções comuns a todos nós.
Em “Buzzcut Season” é expressada a dificuldade que uma jovem tem de se associar à realidade que a envolve, demonstrando estar separada do mundo real e desejando ficar “num azul onde tudo é bom”. Não foge à temática nostálgica do álbum, já que, ao longo da música, são relatadas memórias próprias da artista.
Através de “Team” é-nos feito um retrato de união e fraternidade. Tal como “Royals”, nesta canção é feita uma referência àqueles que vivem uma vida luxuosa, mas vazia. Daí ser evidenciada a felicidade de viver uma vida menos glamorosa, mas repleta de amor e liberdade.
Para além de letras complexas e poéticas, o álbum oferece uma produção musical rica e original, que resultou num som diferente do pop convencional. Joel Little, o produtor, criou melodias eufóricas e cinemáticas, com nuances oníricas que transportam os ouvintes para outra dimensão.
Uma simples adolescente da Nova Zelândia, de cabelo encaracolado, com uma voz impactante e amor pela música, tornou-se num grande ícone da indústria com Pure Heroine. Este álbum sem dúvida alguma marcou uma época e, mesmo tendo acabado de completar 10 anos, continua a emocionar todos aqueles que o ouvem e se identificam com o seu conteúdo.
Pure Heroine, oferece aos seus ouvintes uma viagem repleta de nostalgia e emoção através da lente do indie pop. É raro encontrar álbuns tão completos e inéditos como este.
Álbum: Pure Heroine
Artista: Lorde
Editora: Golden Age Studios
Data de lançamento: 27 de setembro de 2013



