Os Gverreiros do Minho bateram os canarinhos nas grandes penalidades.
No início desta edição da Allianz Cup, o SC Braga detinha o estatuto de favorito do seu lote, de tal modo é possível afirmar que era teoricamente a equipa mais forte do grupo A. Os Gverreiros do Minho começaram o seu percurso nesta edição da Taça da Liga em casa, com o empate a uma bola contra o Casa Pia AC. O jogo que se seguiu foi a vitória no terreno do CD Nacional da Madeira, por 1-3, que cedeu a passagem dos arsenalistas à Final Four desta competição.
Já o GD Estoril Praia teve uma tarefa mais complicada. Ainda antes de entrarem na competição, tiveram que confirmar a sua presença através da disputa de duas eliminatórias. Ambas as partidas realizaram-se no seu próprio reduto, tendo inicialmente batido por 2-0 o FC Paços de Ferreira e de seguida o CF Os Belenenses por 5-1. Aquando da sua chegada a esta taça, encontrou uma fase de grupos de grande dificuldade, sendo que defrontou o Leixões SC, que derrotou fora de portas por 1-2, e um “tubarão”, o FC Porto, que venceu por 3-1 no seu próprio estádio, alcançando a Final Four.
As partidas da final a quatro determinadas por sorteio fixaram os confrontos entre o SC Braga e o Sporting CP, e o embate entre o SL Benfica e o GD Estoril Praia. Os resultados destes confrontos foram a vitória dos minhotos perante os leões por 1-0, e o triunfo dos canarinhos sobre as águias na disputa de grandes penalidades por 4-5, após o empate a uma bola entre os dois conjuntos.
Com o desenrolar da competição, chegámos até ao seu desfecho no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. A final realizou-se neste sábado, dia 27 de janeiro, pelas 19:45, contando com a presença dos conjuntos treinados por Artur Jorge e Vasco Seabra.
Onze inicial do SC Braga: Matheus Magalhães, Víctor Gómez , José Fonte, Paulo Oliveira, Cristián Borja, Vitor Carvalho, João Moutinho, Rodrigo Zalazar, Ricardo Horta, Abel Ruiz, Álvaro Djaló.
Banco de Suplentes: Tiago Sá, Joe Mendes, Serdar Saatci, Francisco Chissumba, Al Musrati, Djibril Soumaré, Pizzi, Rony Lopes, Roger Fernandes.
Onze inicial do Estoril Praia: Daniel Figueira, Wagner Pina, Bernardo Vital, Eliaquim Mangala, Pedro Álvaro, Tiago Araújo, Mateus Fernandes, Koba Koindredi, Rafik Guitane, Cassiano, João Marques.
Banco de suplentes: Marcelo Carné, Volnei Feltes, Raúl Parra, Mor Ndiaye, Jordan Holsgrove, Heriberto Tavares, João Carlos, Alejandro Marqués, Nemanja Jovic.
A equipa de arbitragem foi chefiada por Fábio Veríssimo, árbitro da AF Leiria, tendo como seus assistentes Pedro Martins e Hugo Marques. O quarto árbitro foi Hélder Carvalho, ficando o VAR a cargo de Luís Godinho e AVAR Hugo Miguel e Rui Teixeira. Destaque para os árbitros jovens que acompanharam o jogo desde o relvado, Diogo Marinho e Inês Pereira, ambos árbitros da AF Braga.
No início do duelo, vimos um SC Braga mais ligado a uma dinâmica de pé para pé, tentando tomar conta da posse de bola, algo que procurou ser contrariado pelo GD Estoril Praia. Os canarinhos tentaram produzir um estilo de jogo centrado em transições rápidas e na velocidade dos seus jogadores.
De tal modo, ao minuto três, após uma jogada construída pela esquerda do seu ataque, os estorilistas conseguiram um penálti a seu favor, por meio do seu número 11, que se adiantou a Fonte, obrigando a falta do central. A grande penalidade apenas foi concedida após revisão no VAR, por parte do juiz da partida. A mesma foi cobrada pelo próprio Cassiano, que rematou colocado para o 0-1.
A resposta dos arsenalistas não se fez esperar e, logo ao minuto nove, Ricardo Horta apareceu na cara de Daniel Figueira e atirou para uma grande intervenção do guardião. Apesar do perigo, o lance acabou por ser anulado por posição irregular do internacional português. Pouco tempo depois, foi a vez de Abel Ruiz procurar o golo, mas o mesmo foi-lhe negado pelo guarda-redes.
Após vários minutos de insistência perto da área dos canarinhos, os minhotos finalmente conseguiram estabelecer a igualdade no marcador. Ao minuto 20, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Rodrigo Zalazar, Ricardo Horta enviou um verdadeiro “bilhete”, que teve como destino a baliza canarinha. O dez dos Gverreiros apanhou a bola ainda no ar e fez magia no Dr. Magalhães Pessoa, empatando a partida.
Durante o resto da primeira parte, sucederam-se as tentativas de modificar o resultado, por parte de ambas as equipas, mas sem grande perigo junto das balizas. Até então, era visível uma superioridade do SC Braga, tendo mais bola e criando mais oportunidades prometedoras. Apesar disso, destaque para a qualidade nas transições rápidas do GD Estoril Praia, que procurou criar estragos ao adversário através desse meio.
O início da segunda metade ficou marcado pelos combates a meio-campo e pela falta de ocasiões de golo por parte dos dois conjuntos. Dessa forma, os minutos foram passando e o desgaste acabou por fazer com que o jogo tivesse menor qualidade, tendo em conta a menor capacidade de discernimento dos jogadores.
Essa fadiga afetou principalmente os jogadores que viajaram desde a freguesia de Estoril, fazendo com que, nos últimos 15 minutos, tenha ocorrido uma ascendência dos arsenalistas no jogo. De tal modo, ao minuto 84, Pizzi podia ter fechado as contas do encontro, mas, mais uma vez, o tento foi negado por parte de Daniel Figueira, que efetuou uma grande intervenção com as pernas.
Após o empate a uma bola consumado durante os 90 minutos, sucedeu-se a decisão da partida, a partir da cobrança de grandes penalidades. Na marca dos 11 metros, os braguistas saíram vitoriosos, vencendo por 5-4. O único penálti que não foi convertido para o lado dos canarinhos foi o quinto, executado por Tiago Araújo.
Com este resultado, o SC Braga tornou-se o vencedor da Allianz Cup 2023/24. Os arsenalistas, após a conquista deste troféu, continuam a ser a terceira equipa mais galardoada, com três títulos na competição.
Os bracarenses têm o próximo encontro marcado com o GD Chaves, a contar para a 19ª jornada da Liga Portugal Betclic. Essa partida será realizada na próxima quarta-feira, dia 31 de janeiro, pelas 20:45, no Estádio Municipal de Braga.


