O Dia Mundial da Saúde de 2024 convida-nos a refletir sobre os direitos fundamentais à saúde, os números alarmantes e as barreiras crescentes que dificultam o acesso a serviços médicos essenciais.

O Dia Mundial da Saúde celebra-se neste dia 7 de abril e, embora a saúde seja um direito fundamental consagrado na Constituição, a realidade muitas vezes mostra que a acessibilidade aos serviços de saúde continua a ser uma luta para muitos indivíduos. Desta forma, este dia debruçar-se-á sobre o lema: “A minha saúde, o meu direito”.

A saúde de uma vasta quantidade de indivíduos em todo o planeta enfrenta uma ameaça, em constante ascensão, à medida que doenças, calamidades naturais e as guerras assolam comunidades, impondo uma devastação e dificultando o acesso fundamental ao cuidado médico.  Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2021, 4,5 milhões de pessoas não tinham acesso a cuidados básicos de saúde, havendo a necessidade de combater esses números. A organização acrescenta ainda que “é urgente garantir que todos tenham acesso a serviços de qualidade, educação e informações sobre saúde, além de água potável, ar puro, nutrição adequada, habitação digna e condições laborais e ambientais saudáveis.”

Em Portugal, um dos principais obstáculos enfrentados pelos cidadãos é o sistema de saúde sobrecarregado, que resulta em longos tempos de espera para consultas, exames e tratamentos. Em conversa com o ComUM, Maria Almeida (nome fictício) afirma estar “à espera há alguns meses para ser operada. Tenho dois quistos na cabeça e disseram-me que era importante removê-los e analisá-los. Até hoje, nada”.

Além disso, o custo dos cuidados de saúde também é uma barreira significativa para muitos habitantes portugueses. Os gastos adicionais com medicamentos, tratamentos especializados e consultas privadas são dispendiosos para famílias de baixa renda e indivíduos sem seguro de saúde.

Os inúmeros problemas que assolam os serviços de saúde em todo o mundo, sobretudo em Portugal, são o reflexo da dificuldade de acesso a medicamentos e tratamentos essenciais, da escassez de profissionais qualificados e da falta de infraestruturas adequadas.