É na sede do concelho que se concentra uma boa parte do património de interesse de Caminha.

Caminha está repleta de património histórico e ambiental. Banhada pelo rio Minho, o Guia ComUM apresenta alguns monumentos célebres da vila minhota, que mostra ser muito mais que praias de areia branca.

Torre do Relógio

A Torre do Relógio é um dos monumentos mais importantes de Caminha. Requalificado em 2008, o edifício reabriu como espaço-museu, incluindo o Núcleo Museológico do Centro Histórico de Caminha, que descreve a história urbana da região minhota.

É Monumento Nacional desde 1951, onde, na época da sua construção, era considerada a “Porta de Viana” por ser o principal acesso entre a vila de Caminha e a cidade. Agora, é o único torreão intacto do Castelo de Caminha. A Torre do Relógio revela uma vista única para a vila e o rio Minho, para além do acesso ao Centro Histórico Medieval. A visita ao monumento tem o custo máximo de um euro.

Museu Municipal de Caminha

O Museu Municipal de Caminha serviu até 1989 de tribunal e cadeia. Situada num edifício construído entre os séculos XVII/XVIII no Centro Histórico Medieval da vila, o espaço apresenta uma coleção de objetos arqueológicos que documentam a história da região desde a Pré-História à Romanização.

A antiguidade de Caminha espelha-se nos objetos expostos no museu. Artefactos pré-históricos e romanos, réplicas das gravuras rupestres de Lanhelas, utensílios da cultura castreja e achados arqueológicos do Coto da Pena e da Cividade de Âncora são as principais exibições do museu. Existe também uma reprodução da Anta da Barrosa, situada anteriormente na região de Vila Praia de Âncora.

Igreja Matriz ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção

A igreja principal de Caminha é considerada um dos edifícios religiosos mais importantes do norte do país. Por esse motivo, é classificada como Monumento Nacional desde 1910. Erguida no interior da cerca medieval da vila minhota sobre os vestígios de uma primitiva capela românica, a Igreja da Nossa Senhora da Assunção foi construída em 1488. Estava pronta para funções 25 anos depois. Unem-se o estilo gótico dos séculos XIII a XVI com a transição artística para a Modernidade, revelando, assim, a importância do templo na História da Arte Portuguesa.

Valadares – Teatro Municipal de Caminha

O Teatro de Caminha reabriu ao publico em 2013. O Município transformou a construção com mais de 100 anos para melhorar as condições: porém, a sala continua com os aspetos característicos do século XVIII e palco à italiana.

Situado no Centro Histórico da vila, o Teatro Valadares tem agora cadeiras amovíveis, facilitando o uso do espaço para cafés-concertos e exposições. Artistas como Carlos do Carmo e B-Fachada já atuaram no Teatro da região minhota.

Chafariz da Praça Municipal, ou Chafariz do Terreiro

A construção situava-se no Terreiro, mas após as Guerras Liberais o Chafariz teve de se deslocar. Mesmo com algumas modificações, o agora Chafariz da Praça Municipal preserva o estilo renascentista. Construído no século XVI pelo mestre João Lopes o Velho, o monumento integra-se no classicismo europeu. Por tais características, é reconhecido como um dos chafarizes mais importantes do Norte de Portugal e da Galiza.

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