Foi há quase dois séculos atrás, mais precisamente no dia 22 de maio de 1859, que o mundo recebeu um dos mais emblemáticos escritores escoceses, Arthur Conan Doyle. Ficou conhecido pelo famoso Sherlock Holmes e pelo seu fiel amigo, Dr. Watson, personagens da sua autoria, que apesar do tempo, continuam a marcar gerações.

Jeremias Reinoso, Wikimedia Commons

Desde pequeno que a sua mãe Mary lhe contava diversas histórias mirabolantes, despertando a imaginação da criança. Este simples ato acabou por inspirar o escritor, pois, anos mais tarde, para conseguir suportar a má experiência que passou enquanto estudava num colégio jesuíta, Arthur Doyle desenvolveu a habilidade de contar histórias aos seus colegas, que rapidamente viraram um publico ávido.

Mas foi apenas na universidade de medicina que Conan Doyle desenvolveu as suas aptidões na escrita. Os aguçados poderes de observação de Dr. Joseph Bell, professor do autor, inspiraram o tão conhecido Sherlock Holmes, que foi apresentado pela primeira vez em “Um Estudo em Vermelho”, publicado em 1887. Foi o começo dos 60 contos sobre a agora tão estimada personagem, juntamente ao seu assistente Watson.

Galileu

Após finalizado o  curso, Arthur Doyle assumiu um cargo de oficial médico a bordo de um navio, viajando de Liverpool para a África. Mais tarde regressou a Inglaterra, onde tentou dar continuidade à sua carreira na medicina, mas acabou por abandoná-la, passando a investir o seu tempo na escrita e na sua fé, o espiritismo. Foi baseado nesta crença que o escritor compôs diversas obras sobre o tema, como “A Nova Revolução” e “As Andanças de um Espiritualista”.

Em 1902, o rei Eduardo VII concedeu a Doyle o título de “Sir” pela publicação de diversos artigos a favor do país durante a Guerra dos Bôeres, no livro “A Guerra na África do Sul”. Arthur Doyle acabou por falecer aos 71 anos de idade, no dia 7 de julho de 1930, deixando um legado de diversas obras carregadas de aventura, suspense e mistério.