O ex-governante é o primeiro socialista e português a exercer a liderança deste órgão da União Europeia.

O Conselho Europeu vai ser chefiado por um português. Os líderes europeus confirmaram a entrega do cargo ao ex-primeiro-ministro António Costa na noite de quinta-feira, numa reunião em Bruxelas. O mandato começa a 1 de dezembro e vai vigorar durante dois anos e meio.

A nomeação de António Costa para a presidência do Conselho Europeu já era praticamente certa e foi apoiada pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE). O veredito foi anunciado pelo seu antecessor no cargo, Charles Michel, na rede social X (antigo Twitter).

Ainda em funções à frente do Conselho, o político belga elogiou, em conferência de imprensa, a rapidez do processo de eleição de António Costa enquanto um “forte sinal da democracia europeia”. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou estar “honrada e encantada” por partilhar a nomeação dos mais altos cargos da União com António Costa e Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE e candidata a vice-presidente da Comissão.

Em videoconferência após a cimeira em Bruxelas, António Costa prometeu “pôr em prática a agenda estratégica do Conselho Europeu” e “concentrar-se nos cidadãos”. “A Europa e todos nós estamos a atravessar momentos difíceis, sim, mas a União Europeia demonstrou a sua resiliência no passado, encontrando sempre força na unidade, e, por isso, construir unidade entre os Estados-membros será a minha prioridade quando assumir o cargo em dezembro”, declarou.

António Costa agradeceu “todo o apoio” do Governo português, chefiado por Luís Montenegro, para a sua nomeação. Portugal é agora o único país a alcançar a presidência da Comissão Europeia, que Durão Barroso liderou entre 2004 e 2014, do Conselho e da ONU, com António Guterres. Para o atual primeiro-ministro, “é o reconhecimento da qualidade dos nossos cidadãos que se disponibilizam para cargos políticos”.