Fernando Alexandre critica o sufrágio pelo conselho geral, órgão que considera “demasiado pequeno” e que tende a reproduzir a estrutura de poder vigente.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, considera que o atual processo de eleição do reitor “não funciona bem”. Em entrevista ao Público, o governante responsável pelo Ensino Superior declarou que vai apresentar uma nova forma de sufrágio: “ou através de um órgão mais abrangente ou por votação direta de todos os membros da academia”.

Fernando Alexandre recordou que o reitor é eleito pelo conselho geral da universidade – um órgão “demasiado pequeno”, que pode ter 25 a 35 pessoas, “em que é demasiado fácil reproduzir a estrutura de poder existente”. Os atuais moldes do ato eleitoral estão definidos no Regimento Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

Esta é uma das várias alterações ao RJIES pretendidas pelo ministro. Antes de ser convidado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro para assumir esta pasta, Fernando Alexandre foi pró-reitor da Universidade do Minho, bem como presidente da Escola de Economia e Gestão e do departamento de Economia.